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A Ciência a caminho da comprovação do óbvio – parte 1   5 comments

Por esse texto ser um pouco extenso, vou dividí-lo em 3 partes.

Segue abaixo a primeira.

É na busca de respostas que escrevo mais esse texto com a finalidade de abrir outra porta para o entendimento do essencial, a vida espiritual.  Sem especulações, sem expressões midiáticas, sem teorias conspiratórias, sem o medo e o pânico normal gerado por assuntos mau interpretados e mau escritos, vamos abordar apartir de agora um assunto que para mim significa o futuro da raça humana.

Nosso ceticismo não nos permite crer em nada que não seja provado em laboratório, a fé pouco tem valor e nossos sentimentos mais íntimos de direção como a intuição estão atrofiados por falta de uso. Pois bem, se é desta forma que o ser humano age diante de fatos que lhe fojem a compreenção e a lógica racional, vamos então tentar de forma simples adentrar nas tentativas científicas de se entender a espiritualidade.

*Se a ciência está a muito caminhando nesse sentido, é por que existe alguma lógica e compreenderam que esse é o caminho. Nossos cientistas estão à procura das mesmas respostas que nós “méros mortais” estamos, e aos poucos as estão encontrando.

A primeira e única intenção desse texto é demonstrar que existe um interesse da ciência no campo da espiritualidade e que esse interesse tem fundamento. Por mais que esses estudos não venham a público informar a todos de forma igual e justa, à que se perceber a necessidade de querer saber, buscar. É isso que eles estão fazendo, então cabe a nós fazer o mesmo, ir em busca das respostas. Como na internet nem tudo e confiável, muito é de caráter discutível precisamos nos utilizar de nossa capacidade natural de dicernir o certo do errado, o bom do ruin, o necessário do desnecessário. É um erro afirmar como muitos os fazem quando dizem que; “Tudo é informação…”, isso não é real e é perigoso pois nem tudo tem o valor que demonstra ter.  Acredite, a quantidade de informação sem valor e criada com o intúito de confundir ao invés de esclarecer é gigantesca.  Mais uma vez destaco a necessidade de se fazer a devida separação do joio e do trigo. Que cada qual faça sua parte e contribua de forma positiva com o todo.

Quero por alguns pontos que precisam ser mencionados para que o texto a seguir tenha um sentido:

*Não somos meramente seres biológicos frutos de uma evolução microbiológica com uma ajudinha do acaso. A consciência é parte integrante da matéria. Não existe a mínima chance de se crer que um corpo de carne e osso desenvolva sentimentos, avalie situações, destingua o certo do errado, sinta compaixão, amor e ódio, que desenvolva carinho afeto por seus semelhantes. Quem crê somente na tese de que somos apenas um corpo físico, se esquece que um dia irá morrer fisicamente, então se tudo acaba  pois, somos méros corpos físicos eu pergunto: -“Qual a função e o objetivo da vida?”   Afirmar isso não faz o mínimo sentido, seria o mesmo que dizer que estamos aqui por nada, apenas gozando os prazeres e sofrendo as amarguras da vida física sem objetivo algum, existindo apenas por existir.

*A consciencia independe da matéria e sua existência antecede em muito a vida física.  Já vivemos outras vidas inferiores, em planos inferiores como parte de um processo evolutivo, estamos vivendo essa e viveremos outras de formas diferentes até que atinjamos um grau satisfatório de sabedoria e compreenção. Essa é a primissa para se coabitar mundos espirituais mais elevados, menos densos e conturbados.  Por mais que nossas crenças digam o contrário, por mais que tenhamos sido educados de uma forma inocente no que diz respeito a espiritualidade, essa é uma verdade universal e jamais poderá ser contestada; somos espiritos imortais, vivenciando experiências físicas com o objetivo do aprimoramento moral e intelectual.

“Sobre essa questão em particular, aquele que acredita ser um ser imortal experienciando novas formas de existência passará por seu tempo sem maiores problemas e sofrimentos. Já aqueles que não crêem no óbvio por qualquer que seja o motivo; ignorância, falta de conhecimento ou por arrogância mesmo, só dificultará sua própria caminhada e mais cedo ou mais tarde, fatalmente se deparará com aquilo que  jamais aceitou; a vida espiritual, sim por que absolutamente ninguém foge a essa recra. Está encarnado?….um dia não estará mais, pois a vida física cessa para todos sem distinção e nesse exato momento suas vãs convicções não servirão para nada.

*O foco é algo de extrema importancia. Não adianta saber, ter o conhecimento se não o pratica . Como diria um amigo meu: “A fé sem obras é morta”.  Essa frase resume muito para mim. Muitos se prendem as especulações transitórias da vida física e suas causas, desperdiçando um valioso tempo em que poderia estar construindo bases sólidas espirituais contribuindo para seu crescimento individual e coletivo.  As formas de distração são inúmeras e muitas estão disponíveis na internet com um toque hollywoodiano para chamar a atenção dos desavisados. É um prato cheio para os pseudo-sábios.  Um show de luzes e cores encantam a muitos. Conhecimento, sabedoria e perseverança são itens indispensáveis para essa caminhada.  O conhecimento para identificar as causas e os caminhos , a sabedoria para saber separar o essencial da ilusão e a perseverança para jamais desistir diante das dificuldades que se sobrepõem  naturalmente em nossa caminhada fruto de nossas  escolhas.

*As questões das leis que regem o cósmos e a vida espiritual devem ser compreendidas de forma correta para que não haja nenhum tipo de distorção gerando o ceticismo pela incompreenção. Possuimos o livre arbítro onde absolutamente tudo nos é possível mas nem tudo é lícito. Estamos sob o julgo justo das leis espirituais universais que somente visam o aprimoramento e a evolução do ser. Somos submetidos as leis do Carma e das Reencarnações para que possamos de forma justa viver em meio as sementes cultivadas por nós mesmos, tendo como resultado natural  frutos saudáveis ou ervas daninhas. Somos os únicos responsáveis por nossas alegrias e nossas tristezas. Deus não premia tão pouco castiga ninguém, somos nós mesmos que nos coroamos de bençãos ou nos jogamos em um abismo de aflições e perturbações, tristezas e dores “sem fim”.  Enquanto a palavra responsabilidade não for compreendida de forma correta jamais assumiremos as nossas diante de todas as nossas ações. Se não nos responsabilizamos por nossos erros, jamais assumiremos a postura correta diante das oportunidades retificadoras, dificultando ainda mais nossa evolução. Por isso, muito cuidado com aquilo que escreves pois muitos lerão e nada daquilo que fazemos vaga pelo infinito sem nenhuma consequência positiva ou negativa. As leis são claras; “Crie pois tu és criador mas assuma tua criação e todas as suas consequências”.

*Existe uma causa primária para tudo que há, e ela é a espiritualidade. É eterna e atemporal. Somos parte disso e a ela nos juntaremos algum dia de forma definitiva, deixando para trás tudo aquilo de inútil que nos prende a ignorância da vida física e todas as suas limitações. Não importando suas crenças ou seu querer, a espiritualidade é o destino de todos.

 O indivíduo que quizer estar no topo do conhecimento humano, terá de ter a consciência da espiritualidade como parte integrante da vida física e como sua origem. Tudas as teorias que fujirem a essa regra encontrarão sua ruina em sua incapacidade natural de provar o contrário. Hoje esse tema é tido como religioso ou exotérico, amanhã será um conhecimento obrigatório para que o indivíduo compreenda o mínimo de si mesmo.

autor  ACrivelli

Publicado 29 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor

A espiritualidade é a verdade e o caminho…   2 comments

…e será somente através dela que conseguiremos compreender as causas e os objetivos de tudo a nossa volta.  O resto é contratempo e arrogância humana em não aceitar que tudo que é essencial e necessário pré-existe a matéria e portanto a todas as transitórias tolíces humanas. Enquanto a maioria dos humanos está se ocupando e se preocupando com as questões mais fúteis que já se tornaram culturais e vossa sociedade, a moral espiritual e humana foram postas de lado e sem importancia. Toda inutilidade tem muito mais valor, maior importancia mas aquilo que é realmente essencial a evolução humana é deixada às traças. Muitos dizem; “tudo é informação, tudo é importante”, e quando vamos verificar o que é esse tudo, nos deparamos com todas as futilidades e inutilidades que o ser humano é capaz de criar para fujir da verdade imutável; a espiritualidade. O maior obstáculo é o preconceito, Evangelho significa ensinamento, ensinamento do essencial, do necessário porém a conotação pejorativa que foi dada a esse termo impede que as pessoas se aproximem da verdade única, que a compreenda e  a aceite como seu único caminho. A Evangelização não significa se tornar um religioso e sim um ser humano mais sábio, mais coerênte, mais equilibrado e mais feliz do ponto de vista espiritual porém, à que se fazer a devida separação do “Joio e do Trigo”, principalmente naquilo que diz respeito a educação da moral espiritual pois, em muitos casos confunde-se com a pseudo moral humana, com a forma humana distorcida e inocente de enxergar e entender a espiritualidade, suas causas e objetivos. A manipulação do verdadeiro ensinamento espiritual utilizado nas religiões como ferramenta de controle precisa ser detectada e devidamente excluida de suas fontes de conteúdo e informação. Informe-se sim, mas com o conteúdo correto, não perca seu tempo com inutilidades nem com as causas temporárias e sem sentido criadas pelo ser humano como forma de fuga de seu próprio destino. Não seja mais um dentro os bilhões que assim agem. Encontre dentro de você mesmo as respostas que tanto precisa para levar sua vida à diante e pelos caminhos corretos do conhecimento espiritual.

Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas religiosas, que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas. Aliás, se o discutissem, nele teriam as seitas encontrado sua própria condenação, visto que, na maioria, elas se agarram mais à parte mística do que à parte moral, que exige de cada um a reforma de si mesmo. Para os homens, em particular, constitui aquele código uma regra de proceder que abrange todas as circunstancias da vida privada e da vida pública, o principio básico de todas, as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. E, finalmente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa parte é a que será objeto exclusivo desta obra.Toda a gente admira a moral evangélica; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém, assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer, ou firmados em certas máximas que se tornaram proverbiais. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e lhe sabem deduzir as conseqüências. A razão está, por muito, na dificuldade que apresenta o entendimento do Evangelho que, para o maior número dos seus leitores, é ininteligível. A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever, como lêem as preces, sem as entender, isto é, sem proveito. Passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados na massa das narrativas. Impossível, então, apanhar-se-lhes o conjunto e tomá-los para objeto de leitura e meditações especiais.É certo que tratados já se hão escrito de moral evangélica; mas, o arranjo em moderno estilo literário lhe tira a primitiva simplicidade que, ao mesmo tempo, lhe constitui o encanto e a autenticidade. Outro tanto cabe dizer-se das máximas destacadas e reduzidas à sua mais simples expressão proverbial. Desde logo, já não passam de aforismos, privados de uma parte do seu valor e interesse, pela ausência dos acessórios e das circunstâncias em que foram enunciadas.Para obviar a esses inconvenientes, reunimos, nesta obra, os artigos que podem compor, a bem dizer, um código de moral universal, sem distinção de culto. Nas citações, conservamos o que é útil ao desenvolvimento da idéia, pondo de lado unicamente o que se não prende ao assunto. Além disso, respeitamos escrupulosamente a tradução de Sacy, assim como a divisão em versículos. Em vez, porém, de nos atermos a uma ordem cronológica impossível e sem vantagem real para o caso, grupamos e classificamos metodicamente as máximas, segundo as respectivas naturezas, de modo que decorram umas das outras, tanto quanto possível. A indicação dos números de ordem dos capítulos e dos versículos permite se recorra à classificação vulgar, em sendo oportuno.Esse, entretanto, seria um trabalho material que, por si só, apenas teria secundária utilidade. O essencial era pô-lo ao alcance de todos, mediante a explicação das passagens obscuras e o desdobramento de todas as conseqüências, tendo em vista a aplicação dos ensinos a todas as condições da vida. Foi o que tentamos fazer, com a ajuda dos bons Espíritos que nos assistem.

Muitos pontos dos Evangelhos, da Bíblia e dos autores sacros em geral só são ininteligíveis, parecendo alguns até irracionais, por falta da chave que faculte se lhes apreenda o verdadeiro sentido. Essa chave está completa no Espiritismo, como já o puderam reconhecer os que o têm estudado seriamente e como todos, mais tarde, ainda melhor o reconhecerão. O Espiritismo se nos depara por toda a parte na antigüidade e nas diferentes épocas da Humanidade. Por toda a parte se lhe descobrem os vestígios: nos escritos, nas crenças e nos monumentos. Essa a razão por que, ao mesmo tempo que rasga horizontes novos para o futuro, projeta luz não menos viva sobre os mistérios do passado.

Como complemento de cada preceito, acrescentamos algumas instruções escolhidas, dentre as que os Espíritos ditaram em vários países e por diferentes médiuns. Se elas fossem tiradas de uma fonte única, houveram talvez sofrido uma influência pessoal ou a do meio, enquanto a diversidade de origens prova que os Espíritos dão indistintamente seus ensinos e que ninguém a esse respeito goza de qualquer privilégio. (1)

(1) Houvéramos, sem dúvida, podido apresentar, sobre cada assunto, maior número de comunicações obtidas numa porção de outras cidades e centros, além das que citamos. Tivemos, porém, de evitar a monotonia das repetições inúteis e limitar a nossa escolha às que, tanto pelo fundo quanto pela forma, se enquadravam melhor no plano desta obra, reservando para publicações ulteriores as que não puderam caber aqui.

Quanto aos médiuns, abstivemo-nos de nomeá-los. Na maioria dos casos, não os designamos a pedido deles próprios e, assim sendo, não convinha fazer exceções. Ao demais, os nomes dos médiuns nenhum valor teriam acrescentado à obra dos Espíritos.Mencioná-los mais não fora, então, do que satisfazer ao amor próprio, coisa a que os médiuns verdadeiramente sérios nenhuma importância ligam. Compreendem eles, que, por ser meramente passivo o papel que lhes toca, o valor das comunicações em nada lhes exalça o mérito pessoal; e que seria pueril envaidecerem-se de um trabalho de inteligência ao qual é apenas mecânico o concurso que prestam..

Esta obra é para uso de todos. Dela podem todos haurir os meios de conformar com a moral do Cristo o respectivo proceder. Aos espíritas oferece aplicações que lhes concernem de modo especial. Graças às relações estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, que os próprios Espíritos ensinaram a todas as nações, já não será letra morta, porque cada um a compreenderá e se verá incessantemente compelido a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho.

II. Autoridade da doutrina espírita
Controle universal do ensino dos espíritos
Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora, ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com exclusividade, a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino. Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer as pessoas de suas relações; conseguiria sectários, mas nunca chegaria a congregar todo o mundo.

Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra. Um homem pode ser ludibriado, pode enganar-se a si mesmo; já não será assim, quando milhões de criaturas vêem e ouvem a mesma coisa. Constitui isso uma garantia para cada um e para todos. Ao demais, pode fazer-se que desapareça um homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. Ora, queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível, pela razão mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela. Faltem os homens para difundi-la: haverá sempre os Espíritos, cuja atuação a todos atinge e aos quais ninguém pode atingir.

São, pois, os próprios Espíritos que fazem a propagação, com o auxílio dos inúmeros médiuns que, também eles, os Espíritos, vão suscitando de todos os lados. Se tivesse havido unicamente um intérprete, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo mal seria conhecido. Qualquer que fosse a classe a que pertencesse, tal intérprete houvera sido objeto das prevenções de muita gente e nem todas as nações o teriam aceitado, ao passo que os Espíritos se comunicam em todos os pontos da Terra, a todos os povos, a todas as seitas, a todos os partidos, e todos os aceitam. O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos de além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las.

Nessa universalidade do ensino dos Espíritos reside a força do Espiritismo e, também, a causa de sua tão rápida propagação. Enquanto a palavra de um só homem, mesmo com o concurso da imprensa, levaria séculos para chegar ao conhecimento de todos, milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente em todos os recantos do planeta, proclamando os mesmos princípios e transmitindo-os aos mais ignorantes, como aos mais doutos, a fim de que não haja deserdados. É uma vantagem de que não gozara ainda nenhuma das doutrinas surgidas até hoje. Se o Espiritismo, portanto, é uma verdade, não teme o malquerer dos homens, nem as revoluções morais, nem as subversões físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.

Não é essa, porém, a única vantagem que lhe decorre da sua excepcional posição. Ela lhe faculta inatacável garantia contra todos os cismas que pudessem provir, seja da ambição de alguns, seja das contradições de certos Espíritos. Tais contradições, não há negar, são um escolho; mas que traz consigo o remédio, ao lado do mal.

Sabe-se que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente considerados, na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares mais não sabem do que muitos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e sofômanos, que julgam saber o que ignoram; sistemáticos, que tomam por verdades as suas idéias; enfim, que só os Espíritos da categoria mais elevada, os que já estão completamente desmaterializados, se encontram despidos das idéias e preconceitos terrenos; mas, também é sabido que os Espíritos enganadores não escrupulizam em tomar nomes que lhes não pertencem, para impingirem suas utopias. Daí resulta que, com relação a tudo o que seja fora do âmbito do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um possa receber terão caráter individual, sem cunho de autenticidade; que devem ser consideradas opiniões pessoais de tal ou qual Espírito e que imprudente fora aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.

O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitável que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto, porém, ficará esse exame em muitos casos, por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de não poucas a tomar as próprias opiniões como juizes únicos da verdade. Assim sendo, que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mesmos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. De tal modo é que se deve proceder em face do que digam os Espíritos, que são os primeiros a nos fornecer os meios de consegui-lo.

A concordância no que ensinem os Espíritos é, pois, a melhor comprovação. Importa, no entanto, que ela se dê em determinadas condições. A mais fraca de todas ocorre quando um médium, a sós, interroga muitos Espíritos acerca de um ponto duvidoso. É evidente que, se ele estiver sob o império de uma obsessão, ou lidando com um Espírito mistificador, este lhe pode dizer a mesma coisa sob diferentes nomes. Tampouco garantia alguma suficiente haverá na conformidade que apresente o que se possa obter por diversos médiuns, num mesmo centro, porque podem estar todos sob a mesma influência.

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.

Vê-se bem que não se trata aqui das comunicações referentes a interesses secundários, mas do que respeita aos princípios mesmos da doutrina. Prova a experiência que, quando um principio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.

Se, portanto, aprouver a um Espírito formular um sistema excêntrico, baseado unicamente nas suas idéias e com exclusão da verdade, pode ter-se a certeza de que tal sistema conservar-se-á circunscrito e cairá, diante das instruções dadas de todas as partes, conforme os múltiplos exemplos que já se conhecem. Foi essa unanimidade que pôs por terra todos os sistemas parciais que surgiram na origem do Espiritismo, quando cada um explicava à sua maneira os fenômenos, e antes que se conhecessem as leis que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível.

Essa a base em que nos apoiamos, quando formulamos um principio da doutrina. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o temos por verdadeiro. Não nos arvoramos, absolutamente, em árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: “Crede em tal coisa, porque somos nós que vo-lo dizemos.” A nossa opinião não passa, aos nossos próprios olhos, de uma opinião pessoal, que pode ser verdadeira ou falsa, visto não nos considerarmos mais infalível do que qualquer outro. Também não é porque um principio nos foi ensinado que, para nós, ele exprime a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.

Na posição em que nos encontramos, a receber comunicações de perto de mil centros espiritas sérios, disseminados pelos mais diversos pontos da Terra, achamo-nos em condições de observar sobre que principio se estabelece a concordância. Essa observação é que nos tem guiado até hoje e é a que nos guiará em novos campos que o Espiritismo terá de explorar. Porque, estudando atentamente as comunicações vindas tanto da França como do estrangeiro, reconhecemos, pela natureza toda especial das revelações, que ele tende a entrar por um novo caminho e que lhe chegou o momento de dar um passo para diante. Essas revelações, feitas muitas vezes com palavras veladas, hão freqüentemente passado despercebidas a muitos dos que as obtiveram. Outros julgaram-se os únicos a possui-las. Tomadas insuladamente, elas, para nós, nenhum valor teriam; somente a coincidência lhes imprime gravidade. Depois, chegado o momento de serem entregues à publicidade, cada um se lembrará de haver obtido instruções no mesmo sentido. Esse movimento geral, que observamos e estudamos, com a assistência dos nossos guias espirituais, é que nos auxilia a julgar da oportunidade de fazermos ou não alguma coisa

Essa verificação universal constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. Aí é que, no porvir, se encontrará o critério da verdade. O que deu lugar ao êxito da doutrina exposta em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns foi que em toda a parte todos receberam diretamente dos Espíritos a confirmação do que esses livros contêm. Se de todos os lados tivessem vindo os Espíritos contradizê-la, já de há muito haveriam aquelas obras experimentado a sorte de todas as concepções fantásticas. Nem mesmo o apoio da imprensa as salvaria do naufrágio, ao passo que, privadas como se viram desse apoio, não deixaram elas de abrir caminho e de avançar celeremente. E que tiveram o dos Espíritos, cuja boa vontade não só compensou, como também sobrepujou o malquerer dos homens. Assim sucederá a todas as idéias que, emanando quer dos Espíritos, quer dos homens, não possam suportar a prova desse confronto, cuja força a ninguém é lícito contestar.

Suponhamos praza a alguns Espíritos ditar, sob qualquer título, um livro em sentido contrário; suponhamos mesmo que, com intenção hostil, objetivando desacreditar a doutrina, a malevolência suscitasse comunicações apócrifas; que influência poderiam exercer tais escritos, desde que de todos os lados os desmentissem os Espíritos? E com a adesão destes que se deve garantir aquele que queira lançar, em seu nome, um sistema qualquer. Do sistema de um só ao de todos, medeia a distancia que vai da unidade ao infinito. Que poderão conseguir os argumentos dos detratores, sobre a opinião das massas, quando milhões de vozes amigas, provindas do Espaço, se façam ouvir em todos os recantos do Universo e no seio das famílias, a infirmá-los? A esse respeito já não foi a teoria confirmada pela experiência? Que é feito das inúmeras publicações que traziam a pretensão de arrasar o Espiritismo? Qual a que, sequer, lhe retardou a marcha? Até agora, não se considera a questão desse ponto de vista, sem contestação um dos mais graves. Cada um contou consigo, sem contar com os Espíritos.

O princípio da concordância é também uma garantia contra as alterações que poderiam sujeitar o Espiritismo às seitas que se propusessem apoderar-se dele em proveito próprio e acomodá-lo a vontade. Quem quer que tentasse desviá-lo do seu providencial objetivo, malsucedido se veria, pela razão muito simples de que os Espíritos, em virtude da universalidade de seus ensinos, farão cair por terra qualquer modificação que se divorcie da verdade.

De tudo isso ressalta uma verdade capital: a de que aquele que quisesse opor-se à corrente de idéias estabelecida e sancionada poderia, é certo, causar uma pequena perturbação local e momentânea; nunca, porém, dominar o conjunto, mesmo no presente, nem, ainda menos, no futuro.

Também ressalta que as instruções dadas pelos Espíritos sobre os pontos ainda não elucidados da Doutrina não constituirão lei, enquanto essas instruções permanecerem insuladas; que elas não devem, por conseguinte, ser aceitas senão sob todas as reservas e a título de esclarecimento.

Daí a necessidade da maior prudência em dar-lhes publicidade; e, caso se julgue conveniente publicá-las, importa não as apresentar senão como opiniões individuais, mais ou menos prováveis, porém, carecendo sempre de confirmação. Essa confirmação é que se precisa aguardar, antes de apresentar um princípio como verdade absoluta, a menos se queira ser acusado de leviandade ou de credulidade irrefletida.

Com extrema sabedoria procedem os Espíritos superiores em suas revelações. Não atacam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a compreender verdade de ordem mais elevada e quando as circunstâncias se revelam propicias à emissão de uma idéia nova. Por isso é que logo de principio não disseram tudo, e tudo ainda hoje não disseram, jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos antes de estarem maduros. Fora, pois, supérfluo pretender adiantar-se ao tempo que a Providência assinou para cada coisa, porque, então, os Espíritos verdadeiramente sérios negariam o seu concurso. Os Espíritos levianos, pouco se preocupando com a verdade, a tudo respondem; daí vem que, sobre todas as questões prematuras, há sempre respostas contraditórias.

Os princípios acima não resultam de uma teoria pessoal: são conseqüência forçada das condições em que os Espíritos se manifestam. E evidente que, se um Espírito diz uma coisa de um lado, enquanto milhões de outros dizem o contrário algures, a presunção de verdade não pode estar com aquele que é o único ou quase o único de tal parecer. Ora, pretender alguém ter razão contra todos seria tão ilógico da parte dos Espíritos, quanto da parte dos homens. Os Espíritos verdadeiramente ponderados, se não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, nunca a resolvem de modo absoluto; declaram que apenas a tratam do seu ponto de vista e aconselham que se aguarde a confirmação.

Por grande, bela e justa que seja uma idéia, impossível é que desde o primeiro momento congregue todas as opiniões. Os conflitos que daí decorrem são conseqüência inevitável do movimento que se opera; eles são mesmo necessários para maior realce da verdade e convém se produzam desde logo, para que as idéias falsas prontamente sejam postas de lado. Os espíritas que a esse respeito alimentassem qualquer temor podem ficar perfeitamente tranqüilos: todas as pretensões insuladas cairão, pela força mesma das coisas, diante do enorme e poderoso critério da concordância universal.

Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros, mas à voz unânime dos Espíritos; não será um homem, nem nós, nem qualquer outro que fundará a ortodoxia espírita; tampouco será um Espírito que se venha impor a quem quer que seja: será a universalidade dos Espíritos que se comunicam em toda a Terra, por ordem e eus. Esse o caráter essencial da Doutrina Espírita; essa a sua força, a sua autoridade. Quis Deus que a sua lei assentasse em base inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só.

Diante de tão poderoso areópago, onde não se conhecem corrilhos, nem rivalidades ciosas, nem seitas, nem nações, é que virão quebrar-se todas as oposições, todas as ambições, todas as pretensões à supremacia individual; é que nos quebraríamos nós mesmos, se quiséssemos substituir os seus decretos soberanos pelas nossas próprias idéias. Só Ele decidirá todas as questões litigiosas, imporá silêncio às dissidências e dará razão a quem a tenha. Diante desse imponente acordo de todas as vozes do Céu, que pode a opinião de um homem ou de um Espírito? menos do que a gota d’água que se perde no oceano, menos do que a voz da criança que a tempestade abafa.

A opinião universal, eis o juiz supremo, o que se pronuncia em última instância. Formam-na todas as opiniões individuais. Se uma destas é verdadeira, apenas tem na balança o seu peso relativo. Se é falsa, não pode prevalecer sobre todas as demais. Nesse imenso concurso, as individualidades se apagam, o que constitui novo insucesso para o orgulho humano.

Já se desenha o harmonioso conjunto. Este século não passará sem que ele resplandeça em todo o seu brilho, de modo a dissipar todas as incertezas, porquanto daqui até lá potentes vozes terão recebido a missão de se fazerem ouvir, para congregar os homens sob a mesma bandeira, uma vez que o campo se ache suficientemente lavrado. Enquanto isso se não dá, aquele que flutue entre dois sistemas opostos pode observar em que sentido se forma a opinião geral; essa será a indicação certa do sentido em que se pronuncia a maioria dos Espíritos, nos diversos pontos em que se comunicam, e um sinal não menos certo de qual dos dois sistemas prevalecerá.

III. Notícias históricas
Para bem se compreenderem algumas passagens dos Evangelhos, necessário se faz conhecer o valor de muitas palavras neles freqüentemente empregadas e que caracterizam o estado dos costumes e da sociedade judia naquela época. Já não tendo para nós o mesmo sentido, essas palavras foram com freqüência mal-interpretadas, causando isso uma espécie de incerteza. A inteligência da significação delas explica, ao demais, o verdadeiro sentido de certas máximas que, à primeira vista, parecem singulares.

Escribas. – Nome dado, a princípio, aos secretários dos reis de Judá e a certos intendentes dos exércitos judeus. Mais tarde, foi aplicado especialmente aos doutores que ensinavam a lei de Moisés e a interpretavam para o povo. Faziam causa comum com os fariseus, de cujos princípios partilhavam, bem como da antipatia que aqueles votavam aos inovadores. Daí o envolvê-los Jesus na reprovação que lançava aos fariseus.

Essênios ou esseus. – Também seita judia fundada cerca do ano 150 antes de Jesus-Cristo, ao tempo dos macabeus, e cujos membros, habitando uma especie de mosteiros, formavam entre si uma como associação moral e religiosa. Distinguiam-se pelos costumes brandos e por austeras virtudes, ensinavam o amor a Deus e ao próximo, a imortalidade da alma e acreditavam na ressurreição. Viviam em celibato, condenavam a escravidão e a guerra, punham em comunhão os seus bens e se entregavam à agricultura. Contrários aos saduceus sensuais, que negavam a imortalidade; aos fariseus de rígidas práticas exteriores e de virtudes apenas aparentes, nunca os essênios tomaram parte nas querelas que tornaram antagonistas aquelas duas outras seitas. Pelo gênero de vida que levavam, assemelhavam-se muito aos primeiros cristãos, e os princípios da moral que professavam induziram muitas pessoas a supor que Jesus, antes de dar começo à sua missão pública, lhes pertencera à comunidade. E certo que ele há de tê-la conhecido, mas nada prova que se lhe houvesse filiado, sendo, pois, hipotético tudo quanto a esse respeito se escreveu. (1)

(1) A morte de Jesus, supostamente escrita por um essênio, é obra inteiramente apócrifa, cujo único fim foi servir de apoio a uma opinião. Ela traz em si mesma a prova de sua origem moderna.

Fariseus (do hebreu parush, divisão, separação). – A tradição constituía parte importante da teologia dos judeus. Consistia numa compilação das interpretações sucessivamente dadas ao sentido das Escrituras e tomadas artigos de dogma. Constituía, entre os doutores, assunto de discussões intermináveis, as mais das vezes sobre simples questões de palavras ou de formas, no gênero das disputas teológicas e das sutilezas da escolástica da Idade Média. Daí nasceram diferentes seitas, cada uma das quais pretendia ter o monopólio da verdade, detestando-se umas às outras, como sói acontecer.

Entre essas seitas, a mais influente era a dos fariseus, que teve por chefe Hillel (2), doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola célebre, onde se ensinava que só se devia depositar fé nas Escrituras. Sua origem remonta a 180 ou 200 anos antes de Jesus-Cristo. Os fariseus, em diversas épocas, foram perseguidos, especialmente sob Hircano -soberano pontífice e rei dos judeus -, Aristóbulo e Alexandre, rei da Síria. Este último, porém, lhes deferiu honras e restituiu os bens, de sorte que eles readquiriram o antigo poderio e o conservaram até à ruína de Jerusalém, no ano 70 da era cristã, época em que se lhes apagou o nome, em conseqüência da dispersão dos judeus.

(2) Não confundir esse Hillel que fundou a seita dos fariseus com o seu homônimo que viveu duzentos anos mais tarde e estabeleceu os princípios religiosos e sociais de um sistema todo de tolerância e amor, sistema hoje conhecido por Hilelismo. – A Editora da FEB, 1947.

Tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das cerimônias; cheios de um zelo ardente de proselitismo, inimigos dos inovadores, afetavam grande severidade de princípios; mas, sob as aparências de meticulosa devoção, ocultavam costumes dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de dominação. Tinham a religião mais como meio de chegarem a seus fins, do que como objeto de fé sincera. Da virtude nada possuíam, além das exterioridade e da ostentação; entretanto, por umas e outras, exerciam grande influência sobre o povo, a cujos olhos passavam por santas criaturas. Daí o serem muito poderosos em Jerusalém.

Acreditavam, ou, pelo menos, fingiam acreditar na Providência, na imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos. (Cap. IV, nº. 4.) Jesus, que prezava, sobretudo, a simplicidade e as qualidades da alma, que, na lei, preferia o espírito, que vivifica, a’ letra, que mata, se aplicou, durante toda a sua missão, a lhes desmascarar a hipocrisia, pelo que tinha neles encarniçados inimigos. Essa a razão por que se ligaram aos príncipes dos sacerdotes para amotinar contra ele o povo e eliminá-lo.

Nazarenos. – Nome dado, na antiga lei, aos judeus que faziam voto, ou perpétuo ou temporário, de guardar perfeita pureza. Eles se comprometiam a observar a castidade, a abster-se de bebidas alcoólicas e a conservar a cabeleira. Sansão, Samuel e João Batista eram nazarenos.

Mais tarde, os judeus deram esse nome aos primeiros cristãos, por alusão a Jesus de Nazaré.

Também foi essa a denominação de uma seita herética dos primeiros séculos da era cristã, a qual, do mesmo modo que os ebionitas, de quem adotava certos princípios, misturava as práticas do moisaísmo com os dogmas cristãos, seita essa que desapareceu no século quarto.

Portageiros. – Eram os arrecadadores de baixa categoria, incumbidos principalmente da cobrança dos direitos de entrada nas cidades. Suas funções correspondiam mais ou menos à dos empregados de alfândega e recebedores dos direitos de barreira. Compartilhavam da repulsa que pesava sobre os publicanos em geral. Essa a razão por que, no Evangelho, se depara freqüentemente com a palavra publicano ao lado da expressão gente de má vida. Tal qualificação não implicava a de debochados ou vagabundos. Era um termo de desprezo, sinônimo de gente de má companhia, gente indigna de conviver com pessoas distintas.

Publicanos – Eram assim chamados, na antiga Roma, os cavalheiros arrendatários das taxas públicas, incumbidos da cobrança dos impostos e das rendas de toda espécie, quer em Roma mesma, quer nas outras partes do Império. Eram como os arrendatários gerais e arrematadores de taxas do antigo regímen na França e que ainda existem nalgumas legiões. Os riscos a que estavam sujeitos faziam que os olhos se fechassem para as riquezas que muitas vezes adquiriam e que, da parte de alguns, eram frutos de exações e de lucros escandalosos. O nome de publicano se estendeu mais tarde a todos os que superintendiam os dinheiros públicos e aos agentes subalternos. Hoje esse termo se emprega em sentido pejorativo, para designar os financistas e os agentes pouco escrupulosos de negócios. Diz-se por vezes: “Ávido como um publicano, rico como um publicano”, com referência a riquezas de mau quilate.

De toda a dominação romana, o imposto foi o que os judeus mais dificilmente aceitaram e o que mais irritação causou entre eles. Dai nasceram várias revoltas, fazendo-se do caso uma questão religiosa, por ser considerada contrária à Lei. Constituiu-se, mesmo, um partido poderoso, a cuja frente se pôs um certo Judá, apelidado o Gaulonita, tendo por principio o não pagamento do imposto, Os judeus, pois, abominavam a este e, como consequência, a todos os que eram encarregados de arrecadá-lo, donde a aversão que votavam aos publicanos de todas as categorias, entre os quais podiam encontrar-se pessoas muito estimáveis, mas que, em virtude das suas funções, eram desprezadas, assim como os que com elas mantinham relações, os quais se viam atingidos pela mesma reprovação. Os judeus de destaque consideravam um comprometimento ter com eles intimidade.

Saduceus. – Seita judia, que se formou por volta do ano 248 antes de Jesus-Cristo e cujo nome lhe veio do de Sadoc, seu fundador. Não criam na imortalidade, nem na ressurreição, nem nos anjos bons e maus. Entretanto, criam em Deus; nada, porém, esperando após a morte, só o serviam tendo em vista recompensas temporais, ao que, segundo eles, se limitava a providência divina. Assim pensando, tinham a satisfação dos sentidos tísicos por objetivo essencial da vida. Quanto às Escrituras, atinham-se ao texto da lei antiga. Não admitiam a tradição, nem interpretações quaisquer. Colocavam as boas obras e a observância pura e simples da Lei acima das práticas exteriores do culto. Eram, como se vê, os materialistas, os deístas e os sensualistas da época. Seita pouco numerosa, mas que contava em seu seio importantes personagens e se tornou um partido político oposto constantemente aos fariseus.

Samaritanos. – Após o cisma das dez tribos, Samaria se constituiu a capital do reino dissidente de Israel. Destruída e reconstruída várias vezes, tomou-se, sob os romanos, a cabeça da Samaria, uma das quatro divisões da Palestina. Herodes, chamado o Grande, a embelezou de suntuosos monumentos e, para lisonjear Augusto, lhe deu o nome de Augusta, em grego Sebaste.

Os samaritanos estiveram quase constantemente em guerra com os reis de Judá. Aversão profunda, datando da época da separação, perpetuou-se entre os dois povos, que evitavam todas as relações recíprocas. Aqueles, para tornarem maior a cisão e não terem de vir a Jerusalém pela celebração das festas religiosas, construfram para si um templo particular e adotaram algumas reformas. Somente admitiam o Pentateuco, que continha a lei de Moisés, e rejeitava todos os outros livros que a esse foram posteriormente anexados. Seus livros sagrados eram escritos em caracteres hebraicos da mais alta antigüidade. Para os judeus ortodoxos, eles eram heréticos e, portanto, desprezados, anatematizados e perseguidos. Ó antagonismo das duas nações tinha, pois, por fundamento único a divergência das opiniões religiosas; se bem fosse a mesma a origem das crenças de uma e outra. Eram os protestantes desse tempo.

Ainda hoje se encontram samaritanos em algumas regiões do Levante, particularmente em Nablus e em Jafa. Observam a lei de Moisés com mais rigor que os outros judeus e só entre si contraem alianças.

Sinagoga (do grego synagogê, assembléia, congregação). – Um único templo havia na Judéia, o de Salomão, em Jerusalém, onde se celebravam as grandes cerimônias do culto. Os judeus, todos os anos, lá iam em peregrinação para as festas principais, como as da Páscoa, da Dedicação e dos Tabernáculos. Por ocasião dessas festas é que Jesus também costumava ir lá. As outras cidades não possuíam templos, mas, apenas, sinagogas: edifícios onde os judeus se reuniam aos sábados, para fazer preces públicas, sob a chefia dos anciães, dos escribas, ou doutores da Lei. Nelas também se realizavam leituras dos livros sagrados, seguidas de explicações e comentários, atividades das quais qualquer pessoa podia participar. Por isso é que Jesus, sem ser sacerdote, ensinava aos sábados nas sinagogas.

Desde a ruína de Jerusalém e a dispersão dos judeus, as sinagogas, nas cidades por eles habitadas, servem-lhes de templos para a celebração do culto.

Terapeutas (do grego therapeutai, formado de therapeuein, servir, cuidar, isto é: servidores de Deus, ou curadores). – Eram sectários judeus contemporâneos do Cristo, estabelecidos principalmente em Alexandria, no Egito. Tinham muita relação com os essênios, cujos princípios adotavam, aplicando-se, como esses últimos, à prática de todas as virtudes. Eram de extrema frugalidade na alimentação. Também celibatários, votados à contemplação e vivendo vida solitária, constituíam uma verdadeira ordem religiosa. Fílon, filósofo judeu platônico, de Alexandria, foi o primeiro a falar dos terapeutas, considerando-os uma seita do judaísmo. Eusébio, S. Jerônimo e outros Pais da Igreja pensam que eles eram cristãos. Fossem tais, ou fossem judeus, o que é evidente é que, do mesmo modo que os essênios, eles representam o traço de união entre o Judaísmo e o Cristianismo.

IV. Sócrates e Platão, precursores da idéia cristã e do Espiritismo
Do fato de haver Jesus conhecido a seita dos essênios, fora errôneo concluir-se que a sua doutrina hauriu-a ele na dessa seita e que, se houvera vivido noutro meio, teria professado outros princípios. As grandes idéias jamais irrompem de súbito. As que assentam sobre a verdade sempre têm precursores que lhes preparam parcialmente os caminhos. Depois, em chegando o tempo, envia Deus um homem com a missão de resumir, coordenar e completar os elementos esparsos, de reuni-los em corpo de doutrina. Desse modo, não surgindo bruscamente, a idéia, ao aparecer, encontra espíritos dispostos a aceitá-la. Tal o que se deu com a idéia cristã, que foi pressentida muitos séculos antes de Jesus e dos essênios, tendo por principais precursores Sócrates e Platão.

Sócrates, como o Cristo, nada escreveu, ou, pelo menos, nenhum escrito deixou. Como o Cristo, teve a morte dos criminosos, vítima do fanatismo, por haver atacado as crenças que encontrara e colocado a virtude real acima da hipocrisia e do simulacro das formas; por haver, numa palavra, combatido os preconceitos religiosos. Do mesmo modo que Jesus, a quem os fariseus acusavam de estar corrompendo o povo com os ensinamentos que lhe ministrava, também ele foi acusado, pelos fariseus do seu tempo, visto que sempre os houve em todas as épocas, por proclamar o dogma da unidade de Deus, da imortalidade da alma e da vida futura. Assim como a doutrina de Jesus só a conhecemos pelo que escreveram seus discípulos, da de Sócrates só temos conhecimento pelos escritos de seu discípulo Platão. Julgamos conveniente resumir aqui os pontos de maior relevo, para mostrar a concordância deles com os princípios do Cristianismo.

Aos que considerarem esse paralelo uma profanação e pretendam que não pode haver paridade entre a doutrina de um pagão e a do Cristo, diremos que não era pagã a de Sócrates, pois que objetivava combater o paganismo; que a de Jesus, mais completa e mais depurada do que aquela, nada tem que perder com a comparação; que a grandeza da missão divina do Cristo não pode ser diminuída; que, ao demais, trata-se de um fato da História, que a ninguém será possível apagar. O homem há chegado a um ponto em que a luz emerge por si mesma de sob o alqueire. Ele se acha maduro bastante para encará-la de frente; tanto pior para os que não ousem abrir os olhos. Chegou o tempo de se considerarem as coisas de modo amplo e elevado, não mais do ponto de vista mesquinho e acanhado dos interesses de seitas e de castas.

Além disso, estas citações provarão que, se Sócrates e Platão pressentiram a idéia cristã, em seus escritos também se nos deparam os princípios fundamentais do Espiritismo.

V. Resumo da doutrina de Sócrates e de Platão
I. O homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação, existia unida aos tipos primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo; separa-se deles, encarnando, e, recordando o seu passado, é mais ou menos atormentada pelo desejo de voltar a ele.

Não se pode enunciar mais claramente a distinção e independência entre o princípio inteligente e o princípio material. E, além disso, a doutrina da preexistência da alma; da vaga intuição que ela guarda de um outro mundo, a que aspira; da sua sobrevivência ao corpo; da sua saída do mundo espiritual, para encarnar, e da sua volta a esse mesmo mundo, após a morte. É, finalmente, o gérmen da doutrina dos Anjos decaídos.

1I.A alma se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem, como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla a sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela desta natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto passa. Cessam então os seus transviamentos, pois que está unida ao que é imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria.

Assim, ilude-se a si mesmo o homem que considera as coisas de modo terra-a-terra, do ponto de vista material. Para as apreciar com justeza, tem de as ver do alto, isto é, do ponto de vista espiritual. Aquele, pois, que está de posse da verdadeira sabedoria, tem de isolar do corpo a alma, para ver com os olhos do Espírito. E o que ensina o Espiritismo. (Cap. II, nº 5.)

III. Enquanto tivermos o nosso corpo e a alma se achar mergulhado nessa corrupção, nunca possuiremos o objeto dos nossos desejos: a verdade. Com efeito, o corpo nos suscita mil obstáculos pela necessidade em que nas achamos de cuidar dele. Ao demais, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores, de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que, com ele, impossível se nos torna ser ajuizados, sequer por um instante. Mas, se não nos é possível conhecer puramente coisa alguma, enquanto a alma nos está ligada ao corpo, de duas uma: ou jamais conheceremos a verdade, ou só a conheceremos após a morte. Libertos da loucura do corpo, conversaremos então, lícito é esperá-lo, com homens igualmente libertos e conheceremos, por nós mesmos, a essência das coisas. Essa a razão por que os verdadeiros filósofos se exercitam em morrer e a morte não se lhes afigura, de modo nenhum, temível.

Está ai o princípio das faculdades da alma obscurecidas por motivo dos órgãos corporais e o da expansão dessas faculdades depois da morte. Mas trata-se apenas de almas já depuradas; o mesmo não se dá com as almas impuras. (O Céu e o Inferno, 1ª Parte, cap. II; 2ª Parte, cap. I.)

IV. A alma impura, nesse estado, se encontra oprimida e se vê de novo arrastado para o mundo visível, pelo horror do que é invisível e imaterial. Erra, então, diz-se, em torno dos monumentos e dos túmulos, junto aos quais já se têm visto tenebrosos fantasmas, quais devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estarem ainda inteiramente puras, que ainda conservam alguma coisa do forma material, o que faz que a vista humana possa percebê-las. Não são as almas dos bons; silo, porém, as dos maus, que se vêem forçadas a vagar por esses lugares, onde arrastam consigo a pena do primeira vida que tiveram e onde continuam a vagar até que os apetites inerentes à forma material de que se revestiram as reconduzam a um corpo. Então, sem dúvida, retomam os mesmos costumes que durante a primeira vida constituíam objeto de suas predileções.

Não somente o princípio da reencarnação se acha ai claramente expresso, mas também o estado das almas que se mantêm sob o jugo da matéria é descrito qual o mostra o Espiritismo nas evocações. Mais ainda: no tópico acima se diz que a reencarnação num corpo material é conseqüência da impureza da alma, enquanto as almas purificadas se encontram isentas de reencarnar. Outra coisa não diz o Espiritismo, acrescentando apenas que a alma? que boas resoluções tomou na erraticidade e que possui conhecimentos adquiridos, traz, ao renascer, menos defeitos, mais virtudes e idéias intuitivas do que tinha na sua existência precedente. Assim, cada existência lhe marca um progresso intelectual e moral. (O Céu e o Inferno, 2.ª Parte: Exemplos.)

V. Após a nossa morte, o gênio (daimon, demônio), que nos fora designado durante a vida, leva-nos a um lugar onde se reúnem todos os que têm de ser conduzidas ao Hades, para serem julgados. As almas, depois de haverem estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e longos períodos.

É a doutrina dos Anjos guardiães, ou Espíritos protetores, e das reencarnações sucessivas, em seguida a intervalos mais ou menos longos de erraticidade.

VI. Os demônios ocupam o espaço que separa o céu da Terra; constituem o laço que une o Grande Todo a si mesmo. Não entrando nunca a divindade em comunicação direta com o homem, é por intermédio dos demônios que os deuses entram em comércio e se entretêm com ele, quer durante a vigília, quer durante o sono.

A palavra daimon, da qual fizeram o termo demônio, não era, na antigüidade, tomada à má parte, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral, dentre os quais se destacavam os Espíritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com os homens. Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o espaço; que Deus só se comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, que são os incumbidos de lhe transmitir as vontades; que os Espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o sono. Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra Espírito e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã.

VII. A preocupação constante do filósofo (tal como o compreendiam Sócrates e Platão) é, a de tomar o maior cuidado com a alma, menos pelo que respeita a esta vida, que não dura mais que um instante, do que tendo em vista a eternidade. Desde que a alma é, imortal, não será prudente viver visando a eternidade?

O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa.

VIII. Se a alma é imaterial, tem de passar, após essa vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria, Muito importa, no entanto, distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimente, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino e a retêm nos lugares da sua estada na Terra.

Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização da alma. Insistem na diversidade de situação que resulta para elas da sua maior ou menor pureza. O que eles diziam, por intuição, o Espiritismo o prova com os inúmeros exemplos que nos põe sob as vistas. (O Céu e o Inferno, 2ª Parte.)

IX. Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornatos estranhos, mas com os que lhe são próprios, só esse poderá aguardar tranqüilamente a hora da sua partida para o outro mundo.

Eqüivale isso a dizer que o materialismo, com o proclamar para depois da morte o nada, anula toda responsabilidade moral ulterior, sendo, conseguintemente, um incentivo para o mal; que o mau tem tudo a ganhar do nada. Somente o homem que se despojou dos vícios e se enriqueceu de virtudes, pode esperar com tranqúilidade o despertar na outra vida. Por meio de exemplos, que todos os dias nos apresenta, o Espiritismo mostra quão penoso é, para o mau, o passar desta à outra vida, a entrada na vida futura. (O Céu e o Inferno, 2ª Parte, cap. 1.)

X. O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de que foi objeto e dos acidentes que sofreu. Dá-se o mesmo com a alma. Quando despida do corpo, ela guarda, evidentes, os traços do seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua visa. Assim, a maior desgraça que pode acontecer ao homem é ir para o outro mundo com a alma carregado de crimes. Vês, Cálicles, que nem tu, nem Pólux, nem Górgias podereis provar que devamos levar outra vida que nos seja útil quando estejamos do outro lado. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a de que mais vale receber do que cometer uma injustiça e que, acima de tudo, devemos cuidar, não de parecer, mas de ser homem de bem. (Colóquios de Sócrates com seus discípulos, na prisão.)

Depara-se-nos aqui outro ponto capital, confirmado hoje pela experiência: o de que a alma não depurada conserva as idéias, as tendências, o caráter e as paixões que teve na Terra. Não é inteiramente cristã esta máxima: mais vale receber do que cometer uma injustiça? O mesmo pensamento exprimiu Jesus, usando desta figura: “Se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” (Cap. XII, nº 7 e nº 8.)

XI. De duas uma: ou a morte é uma destruição absoluta, ou é passagem da alma para outro lugar. Se tudo tem de extinguir-se, a morte será como uma dessas raras noites que passamos sem sonho e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Todavia, se a morte é apenas uma mudança de morada, a passagem para o lugar onde os mortos se têm de reunir, que felicidade a de encontrarmos lá aqueles a quem conhecemos! O meu maior prazer seria examinar de perto os habitantes dessa outra morada e distinguir lá, como aqui, os que são dignos dos que se julgam tais e não o são. Mas, é tempo de nos separarmos, eu para morrer, vós para viverdes. (Sócrates aos seus juizes.)

Segundo Sócrates, os que viveram na Terra se encontram após a morte e se reconhecem. Mostra o Espiritismo que continuam as relações que entre eles se estabeleceram, de tal maneira que a morte não é nem uma interrupção, nem a cessação da vida, mas uma transformação, sem solução de continuidade.

Houvessem Sócrates e Platão conhecido os ensinos que o Cristo difundiu quinhentos anos mais tarde e os que agora o Espiritismo espalha, e não teriam falado de outro modo. Não há nisso, entretanto, o que surpreenda, se considerarmos que as grandes verdades são eternas e que os Espíritos adiantados hão de tê-las conhecido antes de virem a Terra, para onde as trouxeram; que Sócrates, Platão e os grandes filósofos daqueles tempos bem podem, depois, ter sido dos que secundaram o Cristo na sua missão divina, escolhidos para esse fim precisamente por se acharem, mais do que outros, em condições de lhe compreenderem as sublimes lições; que, finalmente, pode dar-se façam eles agora parte da plêiade dos Espíritos encarregados de ensinar aos homens as mesmas verdades.

XII. Nunca se deve retribuir com outra uma injustiça, nem fazer mal a ninguém, seja qual for o dano que nos hajam causado. Poucos, no entanto, serão os que admitam esse principio, e os que se desentenderem a tal respeito nada mais farão, sem dúvida. do que se votarem uns aos outros mútuo desprezo.

Não está aí o princípio de caridade, que prescreve não se retribua o mal com o mal e se perdoe aos inimigos?

XII. É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha mal; de boa, quando dê origem ao bem.

Esta máxima: “Pelos frutos é que se conhece a árvore”, se encontra muitas vezes repetida textualmente no Evangelho.

XIV. A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza não ama a si mesmo, nem ao que é seu; ama a uma coisa que lhe é ainda mais estranha do que o que lhe pertence. (Capítulo XVI.)

XV. As mais belas preces e os mais belos sacrifícios prazem menos à Divindade do que uma alma virtuosa que faz esforços por se lhe assemelhar. Grave coisa fora que os deuses dispensassem mais atenção às nossas oferendas, do que a nossa alma; se tal se desse, poderiam os mais culpados conseguir que eles se lhes tornassem propícios. Mas, não: verdadeiramente justos e retos só o são os que, por suas palavras e atos, cumprem seus deveres para com os deuses e para com os homens. (Cap. X, nº 7 e nº e 8.)

XVI. Chamo homem vicioso a esse amante vulgar, que mais ama o corpo do que a alma. O amor está por toda parte em a Natureza, que nos convida ao exercício da nossa inteligência; até no movimento dos astros o encontramos. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa morada onde se lhe deparem flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens, calma ao mar, silêncio aos ventos e sono a dor.

O amor, que há de unir os homens por um laço fraternal, é uma conseqüência dessa teoria de Platão sobre o amor universal, como lei da Natureza. Tendo dito Sócrates que “o amor não é nem um deus, nem um mortal, mas um grande demônio”, isto é, um grande Espírito que preside ao amor universal, essa proposição lhe foi imputada como crime.

XVII. A virtude não pode ser ensinada; vem por dom de Deus aos que a possuem.

É quase a doutrina cristã sobre a graça; mas, se a virtude é um dom de Deus, é um favor e, então, pode perguntar-se por que não é concedida a todos. Por outro lado, se é um dom, carece de mérito para aquele que a possui. O Espiritismo é mais explícito, dizendo que aquele que possui a virtude a adquiriu por seus esforços, em existências sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas imperfeições. A graça é a força que Deus faculta ao homem de boa vontade para se expungir do mal e praticar o bem.

XVIII. É disposição natural em todos nós a de nos apercebermos muito menos dos nossos defeitos, do que dos de outrem.

Diz o Evangelho: “Vedes a palha que está no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso.” (Cap. X, nº 9 e nº 10.)

XIX. Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem.

O Espiritismo fornece a chave das relações existentes entre a alma e o corpo e prova que um reage incessantemente sobre o outro. Abre, assim, nova senda para a Ciência. Com o lhe mostrar a verdadeira causa de certas afecções, faculta-lhe os meios de as combater. Quando a Ciência levar em conta a ação do elemento espiritual na economia, menos freqüentes serão os seus maus êxitos.

XX. Todos os homens, a partir da infância, muito mais fazem de mal, do que de bem.

Essa sentença de Sócrates fere a grave questão da predominância do mal na Terra, questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e da destinação do planeta terreno, habitado apenas por uma fração mínima da Humanidade. Somente o Espiritismo resolve essa questão, que se encontra explanada aqui adiante, nos capítulos II, III e V.

XXI. Ajuizado serás, não supondo que sabes o que ignoras.

Isso vai com vistas aos que criticam aquilo de que desconhecem até mesmo os primeiros termos. Platão completa esse pensamento de Sócrates, dizendo: “Tentemos, primeiro, torná-los, se for possível, mais honestos nas palavras; se não o forem, não nos preocupemos com eles e não procuremos senão a verdade. Cuidemos de instruir-nos, mas não nos injuriemos.” E assim que devem proceder os espíritas com relação aos seus contraditores de boa ou má-fé. Revivesse hoje Platão e acharia as coisas quase como no seu tempo e poderia usar da mesma linguagem. Também Sócrates toparia criaturas que zombariam da sua crença nos Espíritos e que o qualificariam de louco, assim como ao seu discípulo Platão.

Foi por haver professado esses princípios que Sócrates se viu ridiculizado, depois acusado de impiedade e condenado a beber cicuta. Tão certo é que, levantando contra si os interesses e os preconceitos que elas ferem, as grandes verdades novas não se podem firmar sem luta e sem fazer mártires.

Publicado 28 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor

Projeto 2012 por Sávio Martins…   Leave a comment

Recebo e-mails do amigo Sávio que sempre me envia textos e informações muito interessantes. Foi então que recebi esse texto abaixo e resolvi compartilhá-lo com todos que frequêntam o Nosso lar. Apesar de eu não concordar 100% com todas as afirmações, existe muita informação de qualidade e que merece a atenção de todos. Como não creio ser correto alterar o conteúdo original do texto apenas por que eu não concordo vou postá-lo na íntegra, ou parte dele, deixando um link disponível para sua fonte original. Segue parte do texto abaixo, boa leitura.

 

Sobre o Projeto 2012Antes de falar sobre o Projeto 2012 vamos expor, de uma forma resumida, o que acreditamos como verdades, pois assim fica mais fácil entender o motivo deste site…Nós acreditamos que…- não estamos sozinhos no universo. Existem dimensões paralelas em nosso planeta, além de vidas em outros planetas/galáxias/universos. Estes habitantes de outras dimensões/orbes nos visitam há milênios. Isso é um segredo que é escondido dos humanos pelos governos/militares/religiões. O objetivo deste acobertamento é unicamente manter o poder que eles exercem em cima da população de nosso planeta. A partir do momento que os humanos souberem disto, os governos/religiões perdem todo o poder de manipulação e controle em cima da população.- existe um mundo espiritual paralelo ao nosso. A vida não é apenas isto aqui. O espírito é eterno e evolui ao encarnar em várias dimensões. Em cada encarnação ele é um personagem diferente.- existem extraterrestres positivos e negativos no Universo, ou seja, aqueles mais ou menos evoluídos espiritualmente. Enquanto os negativos querem apenas escravizar/usar os humanos, os positivos querem a nossa evolução.- estamos vivendo um momento único no planeta Terra. Estamos a ponto de evoluir para uma nova forma de viver, de pensar, de se relacionar um com os outros. É o que chamamos de sairmos de um “mundo de provas e expiações” onde o caos e a dor prevalece para entrarmos num “mundo de regeneração” onde o amor incondicional fará parte de nossas vidas. Também estamos perto de adquirir a consciência de que somos espiritos eternos e que possuímos um numero infinito de irmãos cósmicos. E esta transformação, mesmo que traga dor a curto prazo, será um importante passo na evolução espiritual de todos que estiverem encarnados neste momento.Agora vamos ao nosso objetivo…NÃO queremos convencer ninguém
NÃO queremos ganhar dinheiro nem vender nada
NÃO queremos formar uma seita/ religiãoNossa missão é:- informar a verdade dos fatos, ou seja, o que está realmente se passando no planeta Terra nesta atual fase.

– despertar a consciência espiritual e cósmica nos seres humanos.

– despertar o ser humano das ilusões materialistas, afetivas e animalizadas criadas pelo ego.

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Mais informações sobre o Projeto 2012.

O Projeto 2012 visa informar, não colocar medo nos humanos.

Nosso objetivo não é criar pânico. Nosso objetivo é informar, fazer com que o ser humano entenda o processo de transição planetária e assim consiga transformar o medo em fé, coragem e amor, pois só assim será possível atravessar esta fase que iremos passar. O entendimento destrói todo o medo.

Em nosso ponto de vista o “mundo” não vai acabar em 2012 como o maioria das pessoas prega.

Mas sim se transformar, evoluir.

É até um paradoxo. Ele vai “acabar” e recomeçar.

E esta transformação é um processo natural em nossa galáxia, nas demais e em todo o Universo.

A evolução dos mundos ocorre em ciclos. Em nossa galáxia este tempo é em torno de 26.000 anos.

Estamos chegando no fim de um ciclo de 26.000 e iremos iniciar um novo ciclo a partir de 2013.

Mas haverá uma série de dificuldades que surgirão em nossas vidas até 2013.

Mas o que está causando tudo isso? …
Para continuar lendo acesse o site original   AQUI
 
 
 

Opinião do Nosso lar

A transiçao é um movimento de transformação natural a qual toda e qualquer forma de vida é submetida desde que o mundo é mundo e até mesmo antes disso. A data 2012 é simbólica e não deve ser interpretada de forma literal pois os movimentos tranformadores evolutivos nos ocorrem desde que nascemos até o momento em que retornamos ao mundo espiritual. É um processo incessante de regeneração e melhora que busca o progresso íntimo de cada ser existênte no vasto e infinito universo. Não há espaço para medos nem temores, tudo faz parte dos objetivos retificadores da espiritualidade para a evolução dos seres encarnados e desencarnados. Absolutamente tudo é oportunidade e ferramenta para se vislumbrar novos caminhos rumo a eternidade completa, sábia e feliz. Apesar de nossa brutal ignorância no que diz respeito as causas e objetivos da espiritualidade, somos amorosamente guiados pelos caminhos do progresso sendo esses os momentos que determinaram o início de novas eras para toda a forma de vida existente. Já vivenciamos esses processos nas mais remotas eras de nossa existência e experienciaremos outras inúmeras vezes até que já não mais seja necessário. No caminho da transformação, a evolução é o único objetivo.

Nada de pânico, nada de medo, é hora de agradecer, sorrir e amar.  

Publicado 27 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor

Os profetas do apocalípse e suas verdades   9 comments

Como escrevi e prometi no texto “A verdade X o Ego” vou falar agora sobre os profetas do apocalípse e suas verdades. (leia-se, suas conclusões)

Para aqueles que não compreederam o texto anterior citado acima,  vou fazer um resumo do resumo para que esse texto que é em suma sua sequência seja compreendido melhor.

“A medida que o tempo passa damos e deixamos de dar importancia para uma série de fatores.  Capacitando nossa percepção e aprimorando nossa compreenção, agregamos conhecimento, evoluimos no sentido de melhora, nos tornamos humanos mais áptos as experiências de vida física e espiritual, lidando melhor com todos os seus por menores.
Quando isso ocorre, passamos a ser mais seletivos no que diz respeito ao conhecimento pois muito  a que temos acesso é mera tentativa de erro e acerto, então para quem tem consciencia de suas necessidades evolutivas não se prende as ilusões transitórias da vida material.  A separação do joio e do trigo é automática para os conscientes e necessária para o restante, caso contrário, pegaremos o caminho mais longo e dolorido do processo evolutivo.
Separado aquilo que agora tem o nosso foco de atenção e nossa crença, daquilo que já não nos importa mais, obtemos a nossa verdade.  Esse é um processo incessante, a cada instante, a cada momento que evoluimos, a cada etapa que ultrapassamos compreendemos mais e melhor nossa realidade portanto, gerando novas conclusões a cerca da existência como um todo.
Quando cremos verdadeiramente em algo, não importando em que, criamos um cenário -(tudo é criação pessoal e coletiva)- que é alvo de nossas especulações, conjecturas e opiniões. Um terreno perigoso, pois nosso ego ainda arrogante  nos faz os donos da verdade absoluta. Isso definitivamente não é real.
“A verdade, a nossa verdade é a junção de tudo que aprendemos e percebemos em nossa realidade. Nossa ilusória percepção da verdadeira realidade nos mostra a realidade como acreditamos que ela seja, não como ela é, portanto…”
“Cremos em algo logo é verdadeiro”, essa é a lógica do pensamento humano, mas como nem tudo se encaixa em nossa lógica…

 

Posto isso, vamos rumo aos “profetas da verdade” e suas teorias mirabolantes apocalípticas.

Tenho me espantado muito com o número cada vez maior de pessoas que se deixam levar pelas teorias ditas “verdadeiras” por terem origem em um determinado segmento da comunidade científica auto entitulada de “alternativa”, ou por um indivíduo que está na mídia, ou por sua suposta descoberta disso ou daquilo, ou por que simplesmente escreveu um livro com o intuito de  faturar alguns milhões, sim por que ainda não vi nenhum desses livros de dizem trazer a verdade ser distibuido de graça. 

Meu falecido pai já dizia: “Onde tem muita grana envolvida, não pode haver boa coisa”

A “Unitube” (Universidade do Youtube) anda fazendo muitos alunos mundo a fora.  Alí cada qual posta o que quer, como um site de hospedagens como outro qualquer.  Não sou ignorante o suficiente a ponto de crer que nada do seu conteúdo tenha algum valor, pelo contrário, tem sim, mas à que se utilizar de coerência e bom senso para absorver aquilo que realmete serve para alguma coisa.

Eu noto que a quantidade de pessoas com medo, perdidas em meio a tanta informação e desinformação é gigantesca. Então para ajudar os aflitos, quem entra em cena?…..os profetas da verdade!

Quando digo “Os Profetas da Verdade” me refiro a queles que impõem  uma forma distorcida e influenciada de enxergar uma determinada realidade, afinal, vivemos em uma democracia, pelo menos em teoria, sendo assim, todos tem o livre direito de expressar suas convicções, mesmo sendo elas o que são.

Não da para tocar nesse assunto, com esse contexto sem citar as conspirações.

Quando faço meus “tours” pela internet para saber sobre a reação e a opinião das pessoas diante determinado assunto percebo uma gigantesca quantidade de pessoas debatendo e discutindo não a verdade, mas um amontoado de teorias e especulações que em momento algum pode ser provado na prática, a não ser para aqueles que acreditam. Todos querem ser os donos da verdade, a arrogância impéra, ninguém quer se sentir menosprezado ou inferior, então todos tem sua versão da verdade, e o que é pior, se ofendem, xingam e brigam por isso. Alguns dizem:

“SE VOCÊ ME CRITICA É POR QUE VOCÊ ESTUDOU POUCO…, VAI ESTUDAR”…só me resta rir de uma situação dessas, afinal não há o que fazer, é assim que as pessoas se sentem, portadoras da verdade absoluta.

As teorias apocalípticas se amontoam aos milhões, talvez bilhões pela rede, mas o que é realmete verdade?…onde podemos afirmar com 100% de certeza, sem chance de erro que deternimada teoria sobre isso ou aquilo é verdadeira?  Acredito que não podemos.

Quero citar algo curioso que sempre ocorre quando questiono a “verdade absoluta” dos profetas com diploma.  Sempre que leio algum texto, independentemente do assunto procuro fazer algum tipo de comentário, demosntrando minha aprovação ou reprovação, afinal, se não quizessem elogios ou críticas que não expusessem suas opiniões.  Então pergunto:

“Tudo isso que você esta afirmando pode ser provado?….ou é somente sua opinião?…se pode ser provado, onde estão as provas?….se tudo é informação oculta, desinformação, distorção para manter a humanidade na ignorância, como sabes disso tudo?….quem divulgou está correto no que diz?….se a resposta for sim, como você pode afirmar isso com tanta convicção?…você está 100% correto em suas afirmações ou pode haver uma chance de erro?….então se a resposta for, que há chance de erros, concorda comigo que essa não é a verdade pois a verdade é absoluta e inquestionável?”

Bom quando faço essas perguntas, percebo invariavelmente duas reações; uma delas é que simplesmente me ignoram, sequer me respondem, isso me leva a crer que minhas indagações fazem algum sentido.  A outra eles me respondem assim; “pesquise, a internet está cheio de provas.”  Concluo portanto que a falta ou nenhuma das respostas citadas reflete a verdadeira convicção de seus outores ou seja, nem mesmo eles sabem se é verdadeiro ou não, estão simplesmente replicando uma informação por que acreditaram ser verídica, mas não tem certeza ou o que é pior, sequer acreditam naquilo que escrevem caso contrário seriam mais convíctos e não me responderiam com tamanha falta de embasamento. Quem sabe não seja por que esse é o tema da moda e todos querem se sentir por dentro do conhecimento de ponta não é mesmo?

Agora pergunto mais uma vez, responda-me quem for capaz:

-Quem tem a verdade nas mãos?…onde ela está?…na internet?…livros sobre teorias conspiratórias que venderam milhões de cópias e fizeram de seus autores pessoas milhonárias?….de textos e videos na internet de conteúdo altamente duvidoso, sem origem certa?….de fotos e “fatos” que dizem tudo para aqueles que acreditam mas na verdade não dizem nada?….bom cada qual crê naquilo que melhor se acomoda em sua capacidade de compreenção.  Só compreendemos aquilo que enxergamos, mas com que olhos?…acredito que essa seja a questão.

Como não podemos excluir as conspirações desse “circo” de verdades, igualmente quando falamos em olhos de ver, não podemos ignorar a espiritualidade como o caminho ou possíveis respostas para tantas perguntas. Quando deixamos de enxergar com os olhos humanos, arrogantes,  que invariavelmente tendenciam a acariciar nosso próprio ego, vemos os fatos com os olhos espirituais, pois é isso que somos, espiritos, claro segundo nosso nível de adiantamento intelecutal e espiritual, porém com uma diferença, não externamos nossa impressão, pois percebemos que essa é a nossa realidade individual. Um mundo particular onde cada qual tem a sua e a interpreta de uma forma muito particular.  Sabemos o quanto nossa capacidade humana de discernimento é limitada e atrofiada, mas mesmo assim damos todo o foco para nossa lógica em detrimento de nossas impressões mais íntimas. Cremos apenas naquilo que vemos porém nem tudo que vemos é real.  A questão moral do indivíduo tem um peso muito grande em suas conclusões finais já que, tendenciosamente enclina-se para a auto coroação de suas próprias idéias.

Quando capacitamos nossa visão interior, damos mais importancia para aquilo que sentimos e menos para aquilo que nosso olhos podem ver,  compreendendo uma realidade completamente diferente da que estavamos acostumados a perceber.

A partir do momento que isso ocorre, onde foi parar a nossa verdade anterior?…desapareceu?….não, apenas a estamos vendo com olhos diferentes, nada além disso. Evidentememte que o caminho do conhecimento é essencial para que isso ocorra, mas à que se separar devidamente o conhecimento necessário do desnecessário.  Como saber então o que é necessário e o que não é?  Bom, a minha resposta para essa pergunta é;  ” -Sei o que é necessário para mim, o que me completa, resposnde as minhas questões, meus anseios entretanto, não creio que sirva como caminho para todos da mesma forma que me serve.”   Acredito que a verdade, as respostas para todas as nossas possíveis perguntas está dentro de cada um, particularmente disposta e disponível a medida que o indivíduo de torna apto a encontrá-las e compreendê-las. 

Se isso é verdade, por que as pessoas procuram suas respostas em tudo que está fora e não dentro de si mesmos?  Acredito que isso ocorre por que somos o reflexo de todo o nosso conhecimento, então agimos como tal. Uns mais coerentes outros menos, mas todos certos até certo ponto por que suas conclusões sempre serão parciais pois a verdade não está disponível para os não aptos a tê-la.

“A IMPOSIÇÃO DE UMA DETERMINADA VERDADE OU AQUILO QUE ACREDITA-SE SER VERDADE É REFLEXO DE  IMATURIDADE INTELECTUAL E UMA CLARA DEMOSNTRAÇÃO DE UM PRIMITIVISMO DE PENSAMENTO”,…à que se perceber a carência de autoconhecimento daqueles que assim se comportam.

Eu parto do princípio que a verdade é espiritual, não material ou derivada de algo material, pois estou convicto de que a espiritualidade e suas causas antecedem em muito a existência material portanto se existe alguma verdade, ela está aí, na espirtualidade e em tudo que a compõe. Temos parte desse conhecimento disponível, dentro das crenças e religiões porém, como citei a respeito de todas as informações que nos cercam, à que se fazer a devida separação e a capacitação pessoal para compreendê-las.   Os simbolismos alegóricos nos confunde e distorcem as conclusões.  Apesar das imagens não serem simbólicas, sua imterpretações partem de um princípio individual e perticular de seu observador portanto, nem todos enxergam uma mesma imagem da mesma forma.

O que os “profetas das verdades”  fazem é disseminar a sua forma de enxergar as imagens e os fatos,  com um pouquinho de misticismo, um pouquinho de ciência que pouco compreendem, um pouquinho de crença e uma bela dose de sua opinião pessoal, eis que surgem então as verdades apocalípticas. Se fosse somente isso nada seria problema, afinal opinião é somente o que é, mas muita gente não encara dessa forma, e tomam ao pé da letra, de forma literal tudo que lê.  Bom, aí só resta o indivíduo  entrar em pânico  por que teve acesso a um tipo de informação a qual não estava preparado para receber tão pouco seu autor para divulgar.

Achar que isso ou aquilo é verdade simplemente por que um fulano de tal famoso, cheio de PHDs, títulos e doutorados  citou e disse ser verdade,  não significa que seja.  Não podemos esquecer que quem divulga tambem é humano portanto passível de erros e que suas conclusões não passam de sua opinião pessoal baseada em seu conhecimento.  Nós somos assim, adoramos dar opinião, concluir isso e aquilo mas não podemos afirmar que seja verdadeiro por que hoje pensamos de uma forma, amanhã de outra, e nossa opinião se modifica a medida que crescemos e ampliamos nosso conhecimento. 

Sócrates já dizia: “Só sei que nada sei”, isto é, quanto mais ele adquiria conhecimento e compreendia o mundo a sua volta, mais percebia que pouco sabia, pois as realidades se modificam a medida que aprimoramos as ferramentas para enxergá-la.

Antigamente acreditáva-se que a Terra era quadrada e que tudo acabava em um abismo, no entanto hoje sabemos que esse absurdo era somente fruto do pouco conhecimento que a humanidade tinha naquela época e de sua capacidade de tirar conclusões preciptadas a cera de suas imagens creditadas como fatos de fato como muitos ainda o fazem. 

Hoje, no dia 22/08/2010 data da edição desse texto,  li muitas informações absurdas iguais a essas que acabei de citar (da Terra quadrada) e o que é pior, escrita por pessoas que se dizem,…bem como eu diria,…antenadas com a realidade.  Como menconei no texto “A verdade X o Ego”;  os egos estão fora de controle, ninguém mais pensa para escrever e menos ainda quando lêem algo.

Hoje somos mais receptivos a novas realidades, temos muito mais conhecimento se comparado as eras mais remotas, hoje somos melhores e mais capazes que ontem, aprendemos, crescemos, evoluimos intelectualmente, no entanto estamos longe de ser modelos de perfeição.  Se não somos perfeitos, erramos, se erramos como podemos afirmar que aquilo que acreditamos é a verdade absoluta se mal compreendemos quem somos?  Se a maioria não sabe sequer quem é, de onde veio e a que veio, como afirmar qualquer outra coisa sem correr o risco de cometer um erro?

Como acredito e defendo a democracia, do direito de livre expressão de todos, deixo aqui mais essa opinião pessoal sobre esse assunto e espero realmente que as pessoas passem a ser mais seletivas em suas aquisições intelectuais por que isso fará de cada qual o seu futuro. Lembre-se, somos o reflexo daquilo que aprendemos. Não existe conhecimento sem compreenção, se não há conhecimento não compreende, se não compreende é por que não há conhecimento. O pseudo conhecimento é uma tentativa de entender sem ter aprendido. Saiba diferenciar uma coisa da outra pois os pseudos estão por todas as partes, sempre estiveram e estarão até que cessem de existir pela sua incapacidade natural de se materem inértes ao processo evolutivo. Chega de teorias, vamos caminhar na prática do amor e da espiritualidade. Ninguém perde em fazer o bem.

Termino esse post com um texto de Paulo Coelho; “Anjos e o Mundo Espiritual”

“Aprendemos a lutar, estamos fortalecidos pela luta. As pessoas agora voltam a falar do mundo espiritual, o que há poucos anos parecia coisa de gente ignorante, acomodada, e existe um fio invisível unindo os que estão do lado da luz. E este fio forma um cordão forte, brilhante, seguro pelos anjos, um corrimão que os mais sensíveis percebem e em que podemos nos apoiar. Porque somos muitos, e espalhados pelo mundo inteiro. Movidos pela mesma fé…continue lendo

 

LUZ E PAZ

autor ACrivelli

Publicado 22 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor

É preciso acreditar…   3 comments

Bom meus amigos, quero tocar em um assunto que acredito que não agradará a muitos fãs das conspirações. Acredito que não será muito agradável por que já gostei muito desse tema, sendo assim se alguém quizesse me convencer que orar era bem mais produtivo que tentar desmascarar a elite mundial e jogá-la na internet, eu me sentiria incomodado com certeza.

O que as pessoas precisam ter em mente é, que independente das ações humanas, existe uma lei universal chamada Lei do Progresso e da Evolução. Essa lei como diversas outras limitam o poder criador e destrutivo de nós criaturas sem muita noção de quem somos e do que somos capazes. Estamos todos sob o julgo justo dessa lei que determina sem chance de recorrer da decisão que o Progresso e a Evolução de toda e qualquer espécie de vida existente no cósmos é impulsionada sempre para frente, melhorando-a, ensinando-a, conscientizando-a enfim, evoluido em todos os sentidos. Onde o tempo não existe não há pressa para que qualquer processo seja agilizado. Tomem como exemplo a futura ascenção do planeta Terra para patamares vibratórios e dimencionais mais elevados. Apesar de toda estupidez humana essas mudanças ocorrerão, queiramos ou não. É desta forma que funciona o mecanismo evolutivo universal. Temos o nosso tempo para fazer as mudanças necessárias, caso isso não ocorra, elas ocorrem por sí só, dando continuidade a um processo maior e incessante de evolução cósmica. Em outras palavras, não adianta o ser humano se comportar como adolescente mimado e sem noção por que a maturidade chegará gostando ou não. Ou procuramos meios de amadurecer por méritos próprios, sem dor nem sofrimento, ou as leis universais que régem a vida em todos os seus níveis de existência, nos colocam em “maus lençóis ” para que através da dor, do sofrimento e da expiação aprendamos as lições necessárias, aquelas que nos recusamos terminantemente em aceitar. Espero que esse ponto tenha ficado bem claro.
Promoveram-se mudanças a nossa revelia, porém nossa infinita arrogância nos atribui a autoria delas todas.
– passamos da alquimía a química

– do universo geocêntrico para o heliocêntrico

– das crenças que demônios causavam doenças a medicina moderna

– de Darwin a física quântica

– da medicina puramente clínica (corporal, orgânica, biológica) para uma convergência com a espiritualidade

– de mitos que a ciência medicinal ainda não conseguiram responder; a associação de enfermidades físicas com disfunções e desequilíbrios psico-somáticos. Em outras palavras, imperfeições do espirito refletidas no corpo físico. (Essa última ainda engatinhando mas, já dando seus primeiros passos em direção a um novo patamar de conhecimento).

…etc.

Essas mudanças todas, toda essa evolução do conhecimento, da tecnologia, na medicina nas ciências de forma geral são infinitas, e por mais que atribuamo-as ao nossos rompantes de genialidade, somos apenas seus portadores temporários, as ferramentas para que tudo ocorra conforme os desígnios das esferas superiores. Ao contrário daquilo que pensamos essa evolução nos é obrigatória – no mais belo sentido da palavra, do ensinamento necessário – nada é de nossa autoria , ou seja, queiramos ou não, evoluimos em todos os sentidos. Podemos com nossa teimosia absurda retardar esse processo porém, pará-lo jamais.

Esse é o caminho que nos é imposto, o caminho contínuo do progresso e da evolução.
Se passarmos a discutir os pilares de sustentação de nossa sociedade atual, notaremos que existem diversos pontos deteriorados, comprometendo a estrutura por completo. Os sistemas econômico, sócio-político, religioso, filosófico são parte de um conhecimento já ineficaz, que outrora serviu como os pilares, as bases para que pudéssemos construir uma sociedade mais justa e igualitária em todos os sentidos. Óbvio que não foi isso que ocorreu, criamos uma sociedade injusta, desigual que tortura seus cidadãos e os força a uma vida triste e sem sentido algum. Utilizamos do nosso livre arbítrio para transformar todo o conhecimento que nos foi emprestado temporariamente em benefício de meia dúzia de pessoas. Na contra-mão da evolução negligenciamos a interação harmônica com a natureza, a espiritualidade, a igualdade dos seres e das espécies, uma irmandade cósmica e a criação superior. Como consequência natural, com base na Lei de Causa e Efeito, cavamos a nossa própria cova, nos colocamos em uma prisão e jogamos a chave fora, nos tornamos nosso juiz nos sentenciando ao sofrimento, e como carrasco de nós mesmos, executamos a ordem do juiz. Resumindo, por vontade própria e por falta de uma consciência mais elevada elegemos o sofrimento e a expiação como nossos únicos professores.

Vejo o quão em vão são as discuções que se amontoam aos milhões pela internet disperdiçando energia e tempo decidindo quem é culpado disso, culpado daquilo, quem fez isso ou aquilo. Infinitas interrogações gerando indignação e ódio. A mesma falta de compreenção que criou esse sistema falho e condenado, é utilizada para discutir seus maiores fantasmas. A humanidade se recusando a enxergar o óbvio, preferindo filosofar e teorizar ao invéz de promover as mudanças íntimas necessárias em cada indivíduo enquanto espírito encarnado.

Apesar das indagações legítimas e coerentes de alguns pensadores, filósofos e cientistas apontando para um caos externo, tendo como origem em um desequilíbrio interno individual, se tornando assim um problema coletivo, nos recusamos a tratar os males que abarrotam nossa sociedade atravéz da correção de nossas inclinações negativas e nossos desvios de caráter. Ao invés disso, demos preferência para o elétro-choque e mais recentemente as pílulas que prometem verdadeiros milagres. Não percebemos ainda que as mudanças externas dependem única e exclusivamente de mudanças profundas em nosso íntimo espiritual. Para nós, males físicos, biológicos, mentais e pscológicos são a causa para tudo aquilo que repudiamos na humanidade, mas, excluimos a verdadeira causa, a causa primeira e única, a consciência espiritual mal formada, mal disciplinada e mal educada. Nosso íntimo mal formado, contribui diretamente para uma coletividade caótica e enferma, sendo assim, como não somos responsáveis? Somos sim, só não aceitamos esse fato e não chamamos a responsabilidade para nós por falta de caráter, de uma consciencia espiritual mais elevada. A falta do auto-conhecimento nos cega para essa questão que na minha opinião é primordial. Para solucionar os maiores problemas que assolam a humanidade, o auto-conhecimento, o conhecimento de si mesmo, de quem somos e do que somos capazes, com certeza seria o ponto de partida. Após isso, tudo ficaria muito mais fácil.

Enquanto adormecidos e cegos pela névoa da falta do conhecimento espiritual superior, tendemos a criar e recriar os mesmos problemas incessantemente, as mesmas barreiras que nos atrapalham tanto a própria evolução. Não há saída se não a busca por um caminho sugerido pela própria vida, o mesmo caminho que nos recusamos a aceitar, lá em nossos primórdios, aquele em que devemos aceitar que a batuta que rege a orquestra da vida, em todo o cosmos, em todos os seus mais diferentes níveis de existência, nos guiam sempre para frente, sempre para os caminhos do melhoramento pessoal, interno, espiritual, não menos difícil, mas necessário. Se esquecermos que somos tudo que existe e que, tudo que existe é parte de nós mesmos, perderemos a capacidade de resolver os problemas oriundos de nossas próprias imperfeições. Atribuindo esses problemas a fatores externos, tornamo-os insolúveis, caindo assim, novamente, na roda da criação e recriação infinita de uma ilusão, na ilusão de que não somos responsáveis por nada, quando na verdade, somos os atores principais desse teatro chamado vida.

*Caso você esteja indignado com muitas coisas que acontecem mundo a fora e que são atribuidos a um indivíduo ou mais, ou a um sistema, saiba que você está errado, disperdiçando seu tempo e sua energia, gerando ódio (ódios sgnifica emanação de energia negativa, contribuindo negativamente para o todo) quando na verdade você tambem é culpado, se tornando cada vez mais protagonista a medida que plorifera tais erros arrastando inúmeros outros indivíduos a sentirem e emanarem em nível vibratório equivalente ao seu.

Muito se fala da capacidade do ser humano de interagir com seu meio, criando e recriando através dos pensamentos, do desejo e das intenções porém, pouco se faz na prática já que o invéz de utilizar esse conhecimento para modificar os erros cometidos, agravam ainda mais a situação que não é das melhores, cultivando o ódio, o despreso, a indgnação o desamor,(…).

Pense a partir de agora o que você está fazendo para modificar aquilo que consideras um absurdo, inaceitável. Está fazendo as mudanças íntimas necessárias, já que és tu, o co-autor de tudo que existe a sua volta, ou está contribuindo para que o problema se perpetue?……….pense nisso.

autor:  ACrivelli

Publicado 18 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor

Momento de transição   1 comment

Nesse texto quero falar sobre um momento muito esperado pelas esferas mais elevadas da espiritualidade; a transição do planeta Terra. Para nós deveria ser esse um momento equivalente, de comemorações, no entanto, estamos esperando pelo apocalípse, no sentido bíblico da palavra. Para muitos essa palavra soa destruição, aniquilação, sofrimento sem fim, castigo entre outros adjetivos que só demonstram o quanto ainda somos imaturos do ponto de vista espiritual. Caso você pense assim também, saiba que está errado, e que esse equívoco pode ser um grande problema. Serenidade, equilíbrio e o desejo de evoluir incessante devem prevalecer sempre, em qualquer que seja a situação.

Cuidado com a qualidade e o conteúdo de seus pensamentos. O pensamento é o estágio primário da criação, após pensarmos, tudo tem início. Não se deixe levar por vibrações baixas que em nada agregam o bom conhecimento. As distrações, as vibrações de conteúdo duvidoso, são justamente para lhe tirar do caminho correto e lhe por para criar mais caos e perturbação. Pense, bilhões de seres pensando e agindo de forma perturbadora e desequilibrada, não é capaz de criar nada de bom, positivo e construtivo, muito pelo contrário. A oração, o silêncio ou a meditação são formas de reconectar-se novamente as vibrações positivas. Somos como peixes, em que as marés vibracionais nos levam para onde forem. Se nos afinamos com as ondas negativas, é nela que viajaremos a nossa existência, sofrendo todas as consequências equivalentes a essa condição. Além do atrazo e sofrimento pessoal, consta em nossa existência a contribuição negativa para todos ao nosso redor. Muitos se deixam levar, então nossos débitos são crescentes até que decidamos mudar. Débito significa uma dívida a ser reparada e não se paga dívidas dessa natureza senão confrontando nossos próprios erros em existências posteriores. Se jogares flores em seu caminho, passarás por um caminho perfumado, se jogares espinhos, ferirás seus próprios pés.

O ambiente que nos cerca e todas as informações nele contido nos moldam e nos influenciam de inúmeras formas, portanto, cuidado com o que absorve, isso contribui para como você será, como agirá, como pensará. Vibrando e ressonando conforme o ambiente que lhe rodeia, passarás a criar e recriar em conformidade com tal.

Apesar do nosso cérebro ser limitadíssimo no que diz respeito a decodificação das percepções que captamos inconcientemente provenientes do nosso ambiente, ele nos permite a utilização da ferramenta como o raciocínio por exemplo, então cabe a cada um de nós fazer a devida separação do joio e do trigo, utilizando somente sementes produtivas, que daram frutos saudáveis e que alimentará a todos ao nosso redor, e não ao contrário.

Informação disseminada sem a intenção de recriar e manter o amor e a fraternidade vivos, é discutível e de fácil descarte, bastando-nos saber separá-los.
Para fins de evitar a utilização de sementes daninhas em nossa existência, vamos entender um pouco mais de quem somos e de como vivemos. A oração e a meditação são ótimos caminhos para nos conhecermos melhor, entendermos quem somos e de que forma agimos.
Somos espiritos vivenciando um aprendizado necessário, experiências em baixa dimensão, em terceira dimensão para ser mais exato, onde a matéria predomina e as tendências negativas dos seres humanos, espiritos fisicamente presentes, se sobrepõe a espiritualidade e toda sua pureza. Precisamos da forma densa, física, pois a escência espiritual é mais sutil e se faz imperceptível em níveis inferiores. A lei do mais forte impéra. A existência é marcada pelos sofrimentos que variam do tênue ou profundo, determinado pelo mecanismo de carma e causa e efeito, ou seja, cada qual colhendo o que semeou no terreno fértil de cada existência. Jamais pense que suas ações, pensamentos e intenções vagam pelo infinito sem nenhuma consequência. Toda ação gera uma reação contrária, se positiva ou negativa depende da ação realizada.

Passamos milhares de anos nessa condição de purgação. Não existe uma outra forma de dilapidar um diamante se não atritando-o com outro diamante. Assim somos nós, duros e resistentes como um diamante bruto, e ao longo de nossas existências somos dilapidados para alcançarmos a beleza e brilho sublime. Por isso vivemos em meio ao conflito, ao sofrimento, as mazelas e misérias humanas. Esses são nossos melhores professores e artesãos, nos educando e nos moldando para termos as mínimas condições para coabitarmos com seres mais elevados em um planeta de regeneração, o futuro da Terra.

É chegada a hora desse “cenário” mudar, sem citar datas nem tempo, pois esses parâmetros ilusórios só existem para nossa limitada consciência e percepção. Fora daqui, dos limites de nossa existência tudo é eterno, tudo é energia em incessante mutação. As leis universais do progresso e da evolução são eternas e se renovam a cada instante.  As consciências superiores, responsáveis pela idealização e realização da vida existente no cósmos já deram início a essas mudanças. A necessidade de se galgar mais esse degrau na escala evolutiva espiritual pode ser notada facilmente ao nosso redor, em nosso dia a dia. Os noticiários e jornais estão repletos de insanidades e barbaridades, tudo em nome do egoísmo e da pequenez provenientes da baixa condição evolutiva do espirito mal formado que somos, mais precisamente que insistimos em ser, repudiando tudo que é correto e justo,  tomando como filosofia de vida tudo que é repulsivo e indevido. Temos uma atração irresistível pelo ilícito.

Nada se cria para o bem comum, pelo contrário, destrói-se para o contento de meia dúzia de pessoas. Essa condição humana já chegou ao seu limite e em seu tempo necessário, por isso mudanças vibracionais sugeriram uma nova postura para nós, espiritos encarnados na Terra. Essa é a condição única e fundamental para permanecermos nessa linda morada; mudança de postura e consciência. A densa vibração que envolve nossa psíque e nosso corpo físico, veste do corpo espiritual, nos impede de captar e ascimilar uma quantidade infinita de informações que nos chegam em forma de sons e imagens. Nossa percepção limitada, e nosso mais limitado ainda, o cérebro, não nos permitem decodificar essas informações para que possamos compreender a verdadeira realidade que nos cerca. Não compreendemos aquilo que não podemos visualizar. Nosso cérebro só decodifica e nos apresenta uma resposta coerênte para aquilo que estamos afinados a receber de forma lúcida,  não inconscientemente, como estamos acostumados a interagir com outras dimensões. Em outras palavras trocamos informações “dormindo “, sem a noção exata ou sem nenhuma noção do que estamos fazendo. Passamos uma vida inteira sem entendermos o nosso papel, nossas atitudes, de nossas ações e intenções.

Tome como exemplo uma ilusão de ótica, diante dela nosso cérebro se confunde todo.

Por que isso ocorre?

Por que quando ele recebe determinada informação e não possui parâmetros para definí-la, não consegue dar uma resposta de retorno coerênte, então vemos mas não conseguimos identificar o que significa. Em casos de informações muito complexas, sequer conseguimos enxergar. Unindo a limitação de nossa ótica e a incapacidade do nosso cérebro de decodificar informações complexas, nos tornamos um mero espectador diante de toda a vida a nossa volta.

O pensamento é uma ferramenta poderosa de criação, ele é o ponto de partida para o que queremos, porém, como estamos acostumados a vibrar e criar no automático, sem a nossa interferência consciênte, bloqueando as energias e tendências negativas naturais inerentes ao ser humano, literalmente “enfiamos o pé na jaca ” diariamente.  É essa característica que nos difere das consciências mais elevadas. Somos responsáveis pelo que fazemos mas não temos plena consciência das consequências de nossas ações. Ainda agimos como robôs, sob influência de programas. Um deles é a genética, a influência interna para o que somos e como agimos. Não podendo deixar de lado e sem importância as influências externas, as ambientais, que nos moldam com maior ou menor facilidade de acordo com nossas tendências naturais. Enquanto em terceira dimensão, estamos sujeitos a uma infinita reprogramação, agindo, pensando e criando não de acordo com nossa consciência consciente, mas de acordo com a vontade daqueles que nos dominam positiva ou negativamente. Se você não se domina, alguém o faz para você.

Ainda somos escravos dessa política digamos assim. O ruin é que nem sempre somos usados para o progresso.  Essa interferência ainda é necessária pois em terceira dimensão estamos semi-consciêntes de quem somos e do que somos capazes, para não dizer que estamos completamente cegos. Do ponto de vista cósmico, ainda somos adolescentes irresponsáveis, consciências imaturas e instáveis, repletos de desvios de caráter e tendências negativas prontas para aflorarem em nosso ser a toda força. Nossa missão dentro das nossas diversas existências era sanar débitos para com nossos semelhantes e reprimir por vontade própria nossas tendências negativas, nos reeducando para um equilíbrio existêncial mais perfeito e elevado. Pois bem, esse tempo está se acabando, já vivemos o suficiente para decidirmos o que queremos de nós mesmos, se queremos ascender e melhorar, ou apenas curtir os prazeres ilusórios e as dores de uma vida em dimensões inferiores. Muitos ainda nem se deram conta de nada, quem dirá que o grande momento da formatura está se aproximando, porém, a grande maioria já percebeu, e já está se posicionando nesse sentido. Inconscientemente pedimos, suplicamos por essas mudanças pois nossas forças e energias dedicadas a esse modelo falído e condenado de existência estão exauridos. Já percebemos que o caminho não é esse e queremos mudar. Esperavam -as esferas superiores – que essa súplica surgisse de uma vontade própria, por compreendermos que é necessária a mudança, não por influências externas, mas como não assimilamos os ensinamentos básicos para se viver em harmonia e equilíbrio com tudo e com todos a nossa volta, acontece o óbvio; “se não acordamos por conta própria, por nossa expontânea vontade de evoluir e crescer, o ambiente nos convence  através do sofrimento e das espiações que devemos caminhar em direção ao Pai, a Luz , e que não existe evolução tão pouco cura para nossos piores males fora da caridade e da fraternidade”.

Esse sentimento e essa consciência são constantes e inabaláveis dentro da dimensão vibracional que aguarda os que fizeram por merecer essa benção, esse presente; viver em um plano de regeneração, não mais de expiações e sofrimentos será a morada dos justos e dos mansos de alma e coração. A condição de uma consciência individual e coletiva plena e madura proporcionará a todos os viventes em quarta ou quinta dimensão experiências existênciais de valor inestimável, incalculável. Eu diria que seria a porta de entrada para dimensões ainda mais elevadas, onde a fraternidade, a caridade e o amor incondicional são os sentimentos que impulsionam os desejos de seus criadores. Sair de terceira dimensão e ascender para dimensões mais elevadas, é uma prova dificílima, é para poucos. Somos confrontados e testados em todas as nossas maiores fraquezas.

A pergunta que todos deveriam se fazer é:

Quero fazer parte desse maravilhoso projeto?

Se a resposta for sim, pense:

Está disposto a assumir uma postura, com uma consciência diferente da que estava acostumado a viver?

Está disposto a adentrar nos campos do sacrifício em nome de seus semelhantes para demonstrar que sua luta interna por valores mais elevados e menos egoístas é expontânea e desejada?

Pois é, parece fácil, mas não é. É como querer mudar o curso do leito de um rio com uma colher, exige muito, mas muito tempo e dedicação, esforço, trabalho duro e resignação em nome da fé, fé naquele que te deu a vida e todas as oportunidades para você melhorar sempre que desejou ou seja, fé naquilo que você não pode ver e que muitas vezes você deixa de acreditar. Talvez para a maioria já não haja mais tempo para tanto trabalho, mas isso não significa que perderam a grande oportunidade de suas vidas, para esses a luta e renovadas oportunidades estão apenas recomeçando. Quem sabe desta vez, mais de nós saibamos aproveitar melhor todas as maravilhosas oportunidades de crescimento e evolução espiritual que nos são ofertadas diariamente.

Isso é a transição a que me refiro, o momento em que aqueles que trabalharam duro em prol de seu semelhante e que utilizaram da resignação e da fraternidade como combustível para suas existências, estarem mais próximos do Pai. Uma oportunidade única de entenderem de uma vez por todas o que é a vida. Para os que decidiram permanecer no ócio existêncial se recusando a botar a mão na massa e provar que são merecedores dessas maravilhosas oportunidades, eis que surgem renovadas chances de crescer.

autor: ACrivelli

Publicado 18 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor

A verdade X O ego   7 comments

Nesse texto vou abordar o tema “A verdade   X   O ego humano”, segundo minhas impressões.  Aquilo que entendemos por verdade é a verdade ou a expressão pura do nosso ego?…A verdade é apenas um ponto de vista?  Bom para responder essas e uma série de outras perguntas acerca desse tema; “A verdade”, vamos ponderar da seguinte forma: 
* Se realmente um homem possuísse a verdade em suas mãos, não existiriam os conflitos. Esse é o primeiro ponto a ser considerado.   
* Apartir do momento em que se transformou em ser pensante através do processo evolutivo, cada indivíduo compreende de forma inconsciente que existe um caminho e existe uma forma de chegar até ele. (Leia-se uma força suprema que rege a vida) Essa é a verdade interior existente dentro de cada indivíduo.  Até mesmo os mais céticos crêem em algo que não compreendem, e somente por isso não aceitam.  
 “É PRECISO BUSCAR PARA COMPREENDER E COMPREENDER PARA ACEITAR”   
Partindo dessas duas simples formas de pensamento, concluo que nossa verdade é somente nosso ponto de vista acerta de uma determinada realidade, fato ou acontecimento.  Quando julgamos que algo é verdadeiro, externamos nossas impressões positivas ou seja, uma inclinação de concordância.  Acreditamos, logo é real, verdadeiro. Se você crê em “conspirações” elas são reais, se crê em espiritualidade ela é real, se é religioso então a religião determina suas verdades. É assim que funciona, é crer para aceitar. 
Para muitos, crer em um Deus velhinho, de forma humana, vestido de branco e criando o primeiro homem de um punhado de barro, literalmente, e a mulher de sua costela, também literalmente é verdadeiro e real porém,  é inadmissível para aqueles que pensam de forma menos alegórica acerca dos ensinamentos religiosos e espiritualistas que temos disponível.  Quem está correto em sua forma de pensar?…aquele que crê de forma literal, sem nenhum tipo de interpretação mais profunda, ou aquele que se utiliza de lógica e raciocínio para tirar suas conclusões finais? 
Depois de muito tempo lendo e pesquisando sobre o comportamento humano com base na espiritualidade, concluo portanto que ambos estão corretos -essa é a minha verdade- , pois cada qual toma para si como verdade aquilo que acredita ser aceitável. Isso não necessariamente significa que os fatos sejam verdadeiros, ou que as convicções sejam as corretas, mas representa cada verdade ou inúmeras verdades existentes dentro de cada nível evolutivo, de compreensão e esclarecimento pelo qual passamos todos ao longo das existências.  Devemos portanto impedir que a arrogância e a petulância humana imponha-se de forma a imprimir uma verdade absoluta para todos.
A verdade absoluta não existe, não está nas mãos de homem algum. O que existe é um fragmento da verdade inerente em cada ser, em seu mais profundo íntimo. É essa a nossa “bússola”, ela que nos guia de forma silenciosa pelos caminhos difíceis e conturbados da vida corporal.  Sem notarmos, estamos sendo levados e é essa fração da verdade que nos acompanha a vida toda. Com ela temos noção do certo e do errado, do “bem e do mal”, do possível e do impossível enfim, da existência de uma força superior que rege a vida em todas as suas formas; material  ou espiritual, níveis evolutivos e dimensões existenciais. 
Quando leio em alguns blogs pelos meus caminhos do esclarecimento e pesquisa, percebo muitos querendo impor sua verdade, como se  fosse a verdade absoluta, e não somente sua impressão de uma determinada realidade ou fato. Muitos dizem:  “ACORDA!!!, DEIXE DE SER UMA OVELHA, UM ROBÔ, UM ESCRAVO, um isso, um aquilo…”, e sequer se dão conta que tudo é uma questão de foco.  Quando focamos um determinado ponto,  é ele que passa a ser relevante para nós, portanto passa a ter importância. Se damos importância, procuramos nos aprofundar em suas raízes para entendermos de forma mais clara seu funcionamento.  É exatamente nesse momento que tiramos as conclusões necessárias para determinar se algo é verdade ou não. Se passamos a acreditar ela se torna verdade, caso contrário não.  O problema da humanidade é que quando cremos em algo como verdadeiro, tendemos a querer “obrigar’ outros a crerem no mesmo, como se aquilo fosse a única e absoluta verdade.  Todos querem ter a verdade, saber a verdade, entender da verdade,…esse é o EGO humano.  O egocentrismo arrogante fica evidente a medida que tentamos “vender” uma verdade como certa e absoluta quando sequer entendemos e sabemos quem somos de verdade.  O indivíduo se diz portador da verdade mas não se entende, não se compreende tão pouco sabe de si mesmo.  Não sabe quem é, de onde veio nem para onde vai.  É uma bela contradição, o portador da verdade mal sabe de si mesmo,…como quer compreender o todo?  
Como me reconheço como ser imperfeito e possuidor de um EGO ainda monstruoso, concordo que o descrito acima não é a verdade absoluta, é apenas a minha forma de ver a realidade humana em suas contradições.  Esse é meu ponto de vista, não precisa seguir-me, nem recomendo que o faça, então procure a sua verdade, aquela que está dentro de seu mais profundo íntimo, ela sim merece sua confiança e atenção.  Fora isso, o resto todo é opinião alheia, passível de erros e transformações, crendo-se hoje em algo e amanhã não mais. Como as opiniões são variáveis e flexíveis, aquilo que agrada gregos não agrada aos troianos, o que é bom para mim, pode ser péssimo para você. 
 Parto então do princípio da não eternidade das causas humanas, e as opiniões não fogem a essa regra.  Dentro do processo evolutivo espiritual a qual é submetido todo e qualquer indivíduo, não importando sua nacionalidade, raça, credo ou grau de instrução, tudo se encontra dentro das causas transitórias que compõem a vida material.  A transitoriedade da vida humana e tudo que a cerca, em si trás as respostas que precisamos para entender a questão da verdade, ou , das verdades.  Se a verdade é eterna, tudo que é transitório ou seja, o não eterno não representa a verdade e sim um reflexo dela.  Oriunda da espiritualidade a verdade nos é oferecida em fragmentos para que busquemo-a de forma integral;  A verdade das causas eternas, a causa primária de tudo que existe.  São os fragmentos da verdade que nos atraem para a sua totalidade, é através deles que enxergamos em meio ao nevoeiro das causas transitórias humanas.  
 Li em um blog de uma “amiga” que dizia assim:   “O ESSENCIAL É INVISÍVEL”, pois é, essa é uma verdade, não a absoluta, mas um reflexo dela. Eu interpreto essa citação da seguinte forma:  -O que é verdadeiro, o necessário, o essencial como diz, não é visto aos olhos humanos e sim aos olhos espirituais. Nesse ponto saímos em desvantagem já que, por toda nossa existência física demos prioridade aos nosso 5 sentidos exteriores básicos; audição, visão, paladar, olfato e tato,  em detrimento dos nossos sentidos interiores como a intuição por exemplo.  São justamente nossos sentidos interiores que enxergam, percebem o essencial ou seja, a verdade, a espiritualidade.
 “A MATÉRIA E TUDO QUE A COMPÕE É TRANSITÓRIA”, sendo assim não submete ao eterno suas verdades. Aquilo que nos parece verdade no plano físico, se mostra de outras formas ou até inexistente nos planos espirituais.  Portanto, cuidado com o que você  anda lendo e acreditando, você pode se surpreender mais cedo ou mais tarde já que, uma das verdades da existência humana é que um dia ela cessará, para todos.  Partindo do princípio básico de que nada é obra do acaso, e que tudo que existe,  existe por que houve uma causa primária, então essa causa é a verdade.  A única explicação para tudo que houve, há e haverá.  Somos obrigados a concordar que na busca pela verdade encontraremos diversas verdades, e serão elas que no seu devido tempo, com o devido esclarecimento se encaixarão como um imenso quebra-cabeças nos possibilitando a compreensão da única verdade; a espiritualidade, do eterno.  A compreenção da eternidade da alma é esse caminho, tudo parte dele, se não for por esse caminho, nada faz sentido pois, a alma e suas causas eternas são o início de tudo. 
 “NÃO CONFUNDA ESPIRITUALIDADE COM RELIGIÃO.”  – A espiritualidade é o observar, o buscar pelo entendimento das causas eternas, do todo imortal, atemporal, onipresente, onipotente e onisciente,  comumente denominado de “DEUS”.  Já religião, bem essa apesar de não ser necessário nenhum tipo de comentário pois cada qual com suas crenças, podemos etiquetá-la (no bom sentido) da seguinte forma: “Religião é a interpretação que o ser humano deu  acerca dos ensinamentos espirituais deixados como caminhos a serem seguidos.  Notem o que eu disse: “A INTERPRETAÇÃO que o ser humano…”, não sendo portanto, necessariamente a verdade absoluta e sim uma forma de enxergar seus ensinamentos. Quando eu afirmei; cada qual com suas crenças,  é por que acredito que cada indivíduo tem o livre arbítrio para decidir que caminhos seguir em sua jornada da vida. Se é verdadeiro ou não , se é certo ou não, não cabe a ninguém julgar a não ser seu próprio criador. Esse é o desmontar do ego e o alicerce a ser construido para compreendermos que aquilo que cremos por verdade é somente  nossa verdade, apenas nosso ponto de vista,  algo em que acreditamos e que  não serve para todos a não ser para nós mesmos. 
(*) Continuarei sobre esse tema, incluindo crenças apocalípticas em breve em “APOCALÍPSE, a crença da moda”.  
ACrivelli

Publicado 13 de agosto de 2010 por acrivelli em pelo autor